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Leão deletou o Peixe de vez
Técnico retorna à Vila amanhã com o Sport. Boas lembranças? Nenhuma
SANCHES FILHO, esportes.jt@grupoestado.com.br
Emerson Leão estará de volta à Vila Belmiro amanhã à noite, 13 meses depois de ter saído pela última vez do Santos. Em vez de lembrar-se do seu trabalho em 2002, quando formou a geração de Robinho e Diego, conquistou o Brasileiro e foi vice da Libertadores da América, suas recordações não são nada boas. Ele se lembra dos seus últimos dias no comando do time, no ano passado, quando teve o trabalho sabotado por pessoas de dentro do departamento de futebol, da queima de fogos e do apedrejamento do seu carro, enquanto dava a última coletiva na sala de entrevistas do CT Rei Pelé.
“Para mim o Santos acabou”, disse por telefone, ontem à tarde, Leão. “Voltar aí (em Santos) não me traz nenhum sentimento especial. Vou apenas para trabalhar, num momento de dor”, acrescentou. Na quarta-feira, Leão perdeu o irmão Édson, de 66 anos, em consequência de complicações de uma cirurgia de coração. Ele está aguardando a delegação do Sport em São Paulo, onde o time pernambucano vai completar a preparação hoje e ficar concentrado, descendo a serra apenas pouco antes do jogo de amanhã.
Emboscada inesquecível
Além da ingratidão dos dirigentes, ignorando a sua importância na história recente e na recuperação financeira santista, Leão tem outro motivo forte para procurar apagar o Santos da memória. Em setembro do ano passado, combinou encontro com dirigentes na Vila Belmiro, quando finalmente receberia o que o clube lhe devia. Mas ao chegar à entrada social do estádio foi emboscado pelo ex-segurança do clube Castelão e integrantes da principal organizada do Peixe. Por muito pouco não foi atingido por um pesado bloco de cimento preso à ponta de um cano. Escapou porque correu para dentro do clube e entrou no elevador.
Caso de polícia
Sem receber a dívida, foi direto ao Distrito Policial mais próximo, onde registrou queixa e apontou os agressores. Só no começo deste ano o Santos quitou a dívida com Leão. Castelão e outros dois agressores foram condenados no Fórum de Santos, no mês passado, a uma pena alternativa de um ano. Castelão voltou a prestar serviços ao Santos após ter comandado a emboscada e nos últimos jogos tem trabalhado no portão por onde entra a delegação rival na Vila Belmiro. Justamente por onde vai passar os jogadores do Sport e Emerson Leão.
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