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Corte de imposto está no limite
Argumento do governo é que fim dos benefícios não vai prejudicar crescimento da economia
O governo chegou ao limite de sua política de corte de impostos para estimular a economia e garante que o desmonte dos benefícios tributários não prejudicará o crescimento no ano que vem, segundo o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. Ele prevê uma “passagem tranquila” com o argumento que o fim dos incentivos tributários, no início de 2010, será compensado pelos efeitos na economia da redução da taxa básica de juros (Selic), dos novos investimentos, da queda dos spreads bancários e da recuperação da confiança dos consumidores e empresários.
Barbosa diz que há espaço para novas quedas da Selic, a taxa básica de juros. O País, segundo ele, pode chegar ao fim do ano com a taxa abaixo de 9% ao ano, sem pressões inflacionárias. A Selic está em 9,25%. “A inflação morreu”, brinca. Depois das medidas de desoneração e barateamento do crédito, o governo vai partir para a quarta fase de enfrentamento da crise: a saída. Nessa fase, a desoneração da contribuição das empresas ao INSS é o foco, medida que poderá ser antecipada pelo governo dependendo das discussões no Congresso da proposta de reforma tributária.
“Vamos observar no segundo trimestre dados mais contundentes de recuperação”, afirma Barbosa. Segundo ele, o Brasil terá um número negativo no segundo e terceiro trimestres em relação ao ano passado, e uma recuperação mais forte no último trimestre. A previsão do secretário para 2010 é otimista. “O crescimento no ano que vem vai surpreender e será maior do que se fala.” Ele calcula 4,5% a 5% em 2010.
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