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Biggs tem condicional negada
Famoso ladrão do ‘Trem Pagador’ teve pedido para deixar a prisão negado na Grã-Bretanha
Ronald Biggs, que se tornou mundialmente conhecido pelo “assalto ao trem pagador” nos anos 60 e que viveu vários anos foragido no Brasil, perdeu um recurso que movia havia anos para conseguir deixar a prisão antes de cumprir toda a pena. O ministro britânico da Justiça, Jack Straw, rejeitou a recomendação de uma comissão encarregada da concessão do benefício de permitir que Biggs, de 79 anos, seja solto.
“O senhor Biggs não expressa nenhum arrependimento e a comissão descobriu que sua propensão para romper a confiança é um fator muito significativo”, disse Straw, em um comunicado.
Biggs e outros 11 integrantes de uma gangue assaltaram em 1963 um trem postal que fazia a ligação entre Glasgow, na Escócia, e Londres, e levaram 2,6 milhões de libras, equivalente a 30 milhões de libras em valores atuais (US$ 49 milhões). O crime se tornou conhecido no Brasil como “O Assalto ao Trem Pagador”.
Ele foi detido e condenado no ano seguinte, mas escapou da prisão 15 meses depois. Biggs usou sua parte do roubo para pagar uma cirurgia plástica e documentos que lhe permitiram ir para a Austrália. Depois, fugiu para o Brasil, via Panamá e Venezuela. Sua vida de desafio descarado às autoridades britânicas fez dele uma lenda no mundo do crime, que deu origem a vários filmes.
Biggs se entregou à polícia inglesa em 2001, depois de 36 anos foragido, e atualmente está cumprindo o resto de sua pena no presídio de Norwich, no leste da Inglaterra. Ele já cumpriu 10 anos do total da sentença de 30 anos. O filho de Biggs, Michael, de 34, disse recentemente à Reuters que seu pai havia sofrido três derrames, dois enfartes leves, tem câncer de pele e não pode andar, comer, beber ou falar direito.
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