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Diana Ross:a escolhida por Michael
Na falta da mãe, Jackson diz em testamento que quer os filhos com a mulher que sempre tentou copiar
Depois de vários dias de especulações e notícias desencontradas sobre o testamento deixado por Michael Jackson, o site TMZ divulgou ontem um documento que pode ser o definitivo - e já teria sido, inclusive, entregue à Corte de Los Angeles. A surpresa foi a aparição da cantora Diana Ross nele, como tutora dos três filhos do cantor, caso a mãe do astro, Katherine Jackson, venha a morrer ou não puder assumir a guarda de Prince Michael Jackson Jr., de 12 anos, Paris Michael Katherine Jackson, de 11, e Prince Michael Joseph Jackson II, de 7.
“Se Katherine Jackson não sobreviver a mim, ou não puder ou não quiser assumir a guarda, eu então nomeio Diana Ross como guardiã das pessoas ou dos bens das crianças”, declara o texto. O testamento, que aparece assinado pelo popstar, é datado de 7 de julho de 2002.
Apesar de não ser parente de Michael, Diana, hoje com 65 anos, era amiga do astro havia 40 anos e também uma grande referência do cantor. O popstar sempre foi fã da diva e começou a amizade com ela quando tinha apenas 10 anos de idade e ainda se apresentava com os irmãos no Jackson Five.
Diana integrava o casting da lendária gravadora Motown e, quando o grupo também assinou contrato com a empresa, os irmãos se mudaram para Los Angeles, que seria a nova sede da companhia. Durante um ano e meio, até que os Jacksons se instalassem definitivamente na região, Michael morou na casa de Diana.
A cantora, a partir de então, virou uma mistura de mãe e irmã de Michael. Ela teria abrigado o cantor em sua casa também com a intenção de protegê-lo das constantes agressões que o menino sofria do pai, um homem violento e obsessivo pelo sucesso de sua prole. A aproximação de Michael e Diana era tamanha que, na autobiografia Moonwalking, o popstar admitiu que sentia ciúme dos maridos de sua protetora. Mais: as inúmeras cirurgias plásticas que Michael fez no rosto teriam a intenção de deixá-lo parecido com a sua grande amada.
A parceria também se estendeu ao campo profissional. Os dois gravaram juntos o filme The Wiz (1978), um musical baseado no clássico O Mágico de Oz. Diana ainda participou do projeto idealizado por Michael, We Are The World, em 1985, que reuniu 45 dos maiores nomes da música americana em uma luta estrelada contra a miséria na África.
Em sua vida pessoal, a cantora - ex-integrante do grupo The Supremes e ‘deusa’ da música pop nos anos 70 - teve duas filhas com o divulgador musical Robert Ellis Silberstein, dois filhos com o executivo norueguês Arne Næss Jr. (que morreu em 2000) e uma filha com o fundador da Motown, Berry Gordy. Se ganhar a guarda das três crianças de Michael, será mãe de oito filhos.
O problema é que, assim como o popstar, Diana nunca foi exemplo de bom comportamento. Em 2003, já no ostracismo, teve de ser internada em uma clínica para dependentes de álcool e drogas. Em 2004, foi presa enquanto dirigia embriagada - e na contramão de uma via, nos Estados Unidos.
Debbie fora
Ainda em seu testamento, Michael exclui, nominalmente, a enfermeira Debbie Rowe de quaisquer direitos. Ela seria a mãe biológica dos dois filhos mais velhos do cantor, embora a mídia internacional já tenha noticiado que ela apenas serviu de barriga de aluguel para a gestação das crianças, ambas possivelmente geradas in vitro. Até o sêmen teria sido de um anônimo - segundo a US Magazine, o anônimo seria Arnold Klein, ex-dermatologista de Michael.
Quanto aos bens do popstar, o testamento estabelece que eles sejam dirigidos ao Michael Jackson Family Trust, um fundo familiar. Até ontem, não havia informações concretas sobre quem participa deste fundo - apenas de que ele teria sido composto em 22 de março de 2002. O documento não cita o pai do cantor, Joseph, nem determina como deve ser feita a divisão dos bens. Na terça-feira, o periódico Wall Street Journal publicou matéria afirmando que Joseph Jackson não seria contemplado pelos bens do cantor.
Ainda segundo o site TMZ, um outro documento entregue à Justiça dimensiona o espólio do cantor em US$ 500 milhões - valor próximo do que se estima serem suas dívidas -, composto não por dinheiro, mas por imóveis, ações e direitos sobre o catálogo musical administrado pela Sony-ATV, como canções dos Beatles, Bob Dylan e Jonas Brothers.
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