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Quinta-feira, 2 julho de 2009   edições anteriores
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  Air France iria trocar sensores de avião

Substituição em todas as aeronaves da companhia começaria em 1º de junho, um dia após o acidente

Márcia Vieira, RIO

O diretor-geral da Air France, Pierre-Henri Gourgeon, revelou ontem que todos os modelos Airbus A330 da companhia teriam as sondas pitot trocadas a partir de 1º de junho, um dia após a queda do avião com 228 pessoas a bordo.

Ele se encontrou ontem no Rio com as famílias das vítimas brasileiras em uma missa e disse que as autoridades francesas vão continuar as buscas submarinas pelas caixas-pretas por pelo menos mais 20 dias. “As sondas dos submarinos ainda podem captar sinais na área onde o avião provavelmente caiu”, contou.

“Em agosto de 2008 tivemos incidentes de givrages (gelo que se formava nos sensores de velocidade). Quando isso acontece, as informações sobre velocidade são desencontradas. Procuramos a Airbus para saber se seria útil trocar os sensores. O construtor respondeu que não”, disse Gourgeon. Em abril de 2009, a Airbus informou a Air France que testes mostraram que a sonda BA poderia reduzir os incidentes de givrage e propôs fazer a troca em dois aviões. “Em 27 de abril, respondemos que preferíamos mudar as sondas de todos os aviões. A troca começaria em 1º de junho. Mas não podemos dizer que, se tivesse sido feita antes, o acidente teria sido evitado”, acrescentou.

Isso não significa que a Air France admita que o acidente do voo 447 entre o Rio e Paris tenha sido provocado por um defeito nessas sondas que aferem a velocidade do avião. “Talvez nunca tenhamos todas as respostas”, disse.

1º relatório

Gourgeon afirmou que foi questionado sobre o acidente pelas famílias. “Avisei que amanhã (hoje), na França, o BEA (órgão que investiga as causas do acidente) vai emitir seu primeiro relatório com dados do avião, da rota, as informações meteorológicas, o lugar provável da queda. Mas não se pode esperar que o relatório revele o que se passou”, disse. Ele concorda com a suspensão dos resgates pelo Brasil. “A contribuição brasileira foi essencial. Mas seria inútil continuar as buscas.”



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