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Mais hospitais contra a gripe suína
A exemplo da capital, rede para atendimento da doença será ampliada no Sul e Sudeste
Lígia Formenti, BRASÍLIA
A rede de hospitais indicada para o atendimento de gripe suína deverá ser ampliada nas Regiões Sul e Sudeste, segundo o diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage. Além de São Paulo, o Rio Grande do Sul comunicou ao ministério que pretende adotar a medida. Atualmente são 62 hospitais de referência no País. “A tendência é de que isso (ampliação) ocorra principalmente nos Estados do Sul e Sudeste por causa do maior aumento da demanda nessas regiões”, explicou Hage. De acordo com o último boletim, divulgado ontem, o País teve 14 novos casos - 694 registros acumulados desde o dia 7 de maio e 1 morte. Do total, 312 são de São Paulo, 90 do Rio Grande do Sul, 70 de Minas e 67 do Rio.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil foi um dos cinco países que mais tiveram incremento de notificação de casos na última semana. Oficialmente, o maior aumento foi no Reino Unido.
Em Minas, quatro pacientes estão em isolamento hospitalar e um deles, um rapaz de 27 anos, encontrava-se com quadro respiratório considerado muito grave. Internado no Hospital das Clínicas, ele respirava com auxílio de aparelhos. O paciente faz mestrado em Informática na Pontifícia Universidade Católica de Minas. Após a confirmação, a instituição suspendeu as aulas da turma.
Já a Secretaria da Saúde de São Paulo disse ontem que quatro outros hospitais prometeram auxiliar no atendimento de pacientes com gripe suína que tenham plano, além de cinco que já tinham assinado termos de compromisso (leia abaixo). O secretário Luiz Roberto Barradas Barata disse que hoje segue para Campos de Jordão, cidade paulista que lota de turistas no inverno, para organizar o atendimento e prevenção à gripe. De acordo com ele, um novo hospital público de referência deve ser alocado na região.
Anteontem, o chefe de serviço de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, Alberto Chebabo, defendia a ampliação dos pontos de triagem para gripe suína no Rio. “O serviço está no limite da demanda e a previsão é de que o movimento, com o inverno, aumente ”, disse. O secretário municipal da Saúde do Rio, Hans Dohmann, diz não haver motivo para pânico.Ontem um ônibus itinerante para informar e tirar as dúvidas da população sobre a gripe suína começou a circular no Rio.
Além da ampliação das redes de atendimento, alguns Estados passam também a alterar a forma da distribuição do antiviral Tamiflu, indicado para o tratamento da gripe suína.
Colaboraram Ivana Moreira, Fabiana Cimieri e Marcela Spinosa
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