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O ano do torcedor
Diretoria planeja vender carnês em parcelas
2010 também será o ano do torcedor corintiano. O clube tem projeto pronto para vender ingressos já a partir deste ano para os jogos da equipe na primeira fase da Libertadores da temporada que vem - mesmo sem adversários ou datas definidos antes de dezembro.
A má notícia é que os preços serão corrigidos, principalmente do setor de arquibancada. Mas o esforço para antecipar a aquisição pode ajudar o torcedor a se programar melhor e até parcelar o valor.
Foi sugerido, por exemplo, elevar para R$ 80 o ingresso mais barato do Pacaembu, do setor das arquibancadas do portão principal e também do tobogã. As vendas começariam em agosto ou setembro deste ano e o corintiano poderia dividir os valores em até dez vezes, pagando R$ 8 por mês. Quando o Corinthians jogasse no Paulo Machado de Carvalho em abril, pela fase inicial do torneio, este torcedor que comprou o ingresso em agosto teria a dívida quase quitada.
“Uma classificação antecipada para a Libertadores, com seis meses de antecedência, nos dá tempo de planejamento. E a venda de ingressos com antecedência é um dos principais objetivos. Mas R$ 80 é um valor alto, mesmo parcelado”, avaliou o gerente de marketing do clube, Caio Campos. A sugestão de R$ 80 (R$ 50 a mais do que é praticado hoje no Brasileiro) foi dada pelo presidente Andres Sanches antes da partida contra o São Paulo, pelo Nacional, há duas semanas.
A intenção é vender um pacote para os três jogos em casa da fase inicial. O torcedor receberia uma espécie de carnê e na semana da partida trocaria o bilhete pelo ingresso. Como já está sendo feito, os sócios torcedores teriam prioridade. E, no ritmo em que a venda do Fiel Torcedor está, provavelmente os carnês se esgotariam em pouco tempo e dificilmente qualquer ingresso da Libertadores seria vendido nas bilheterias.
Morumbi, não
A opção de jogar a Libertadores no Morumbi continua descartada. Com o aumento de preço sugerido e o Pacaembu lotado com 35 mil pagantes, o Corinthians faria no mínimo uma renda de R$ 2,8 milhões por jogo. Em três partidas seriam, portanto, R$ 8,4 milhões.
Existe ainda a possibilidade de o Corinthians ficar com a concessão do Pacaembu por 30 anos e, dessa forma, iniciar uma reforma no estádio a partir do meio do ano que vem, conforme prevê o diretor de marketing do clube, Luís Paulo Rosenberg. A obra coincidiria com as finais do torneio, o que também retomaria o desejo de optar por jogos no Maracanã caso o Corinthians chegue às finais, como disse Rosenberg ao JT. Haveria ônibus gratuitos aos torcedores.
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