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Peneirão do Moncho
Espanhol seleciona novos jogadores para a Copa América
Fabrício Lima, fabricio.lima@grupoestado.com.br
O técnico espanhol Moncho Monsalve ainda não ganhou nada com a Seleção Brasileira. Também pudera. Assumiu o time em 2008 no meio da maior crise da história do esporte no Brasil. Atletas recusando convocações, dirigentes lutando contra o poder conservador da Confederação Brasileira de Basquete... Ainda assim, Moncho tem tentado mudar a cara da Seleção. E, para isso, está promovendo uma “peneira” com 16 jogadores pouco conhecidos (ou completamente anônimos mesmo) que jogam no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos.
O objetivo é simples: quem se destacar vai se juntar aos principais jogadores do País na Copa América, que será disputada no fim do mês que vem e servirá como classificatório para o Mundial da Turquia, em 2010.
“Minha ideia sempre foi a de criar condições para que o basquete brasileiro se transformasse, passasse por uma renovação, ganhasse a confiança perdida e pudesse brigar em iguais condições com as potências”, explica o técnico espanhol.
A média de idade dos 16 atletas que estão treinando com Moncho é de 23 anos. Desse grupo, o técnico escolherá 14 para a disputa do Torneio de Almada (entre os dias 10 e 12 deste mês) e dos Jogos da Lusofonia (de 14 a 19), ambos em Portugal. A lista deverá sair na semana que vem e os jovens talentos estão empolgados com a oportunidade.
Da relação de jogadores convocados, seis atuam fora do Brasil. O restante disputou a primeira temporada da Liga Nacional de Basquete. Moncho acredita ser o momento certo para que adquiram ainda mais tarimba. “Os jovens precisam de cancha internacional. Apesar de alguns jogarem no Exterior, eles ainda necessitam de experiência atuando na Seleção Brasileira”, afirma o treinador.
Entre os novatos que precisam passar pela “peneira” de Moncho, alguns jovens merecem destaque, como os armadores Raul Togni Neto e Vitor Benite, além do ala/armador Betinho e do ala/pivô Jordan Bürger. “Eu quero deixar um trabalho de formação de jovens técnicos e jogadores, porque apenas talento não é suficiente para ganhar jogo”, comenta Moncho.
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