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Quinta-feira, 2 julho de 2009   edições anteriores
ECONOMIA
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  Empresas têm queda na taxa de efetivação

Segundo associação de serviços terceirizados, caiu de 32,5% para 12% a contratação de temporário

Carolina Dall’Olio

Dos 10,5 mil profissionais temporários que devem ser chamados para trabalhar no mês de julho, pouco mais de 1,2 mil (ou 12% do total) têm chances de efetivação no fim do contrato, prevê a Associação Brasileira de Empresas de Serviços Terceirizáveis e Trabalho Temporário (Asserttem). As vagas ofertadas no período são para empresas de lazer e entretenimento (por conta das férias), além de comércio e indústria.

No ano passado, os números eram bem mais otimistas. Para começar, a estimativa de abertura de vagas girava em torno de 15,5 mil postos de trabalho. Desse total, esperava-se que a efetivação variasse entre 15% (para indústria e comércio) e 32,5% (para lazer e entretenimento). Isso significa que ao menos 2,5 mil trabalhadores deveriam ser efetivados no fim do mês. “Mas, este ano, a crise econômica, sem dúvida alguma, reduziu as contratações e amedrontou as empresas que pensavam em efetivar os temporários”, justifica Jismália Oliveira Alves, diretora da Asserttem.

Na crise, o mercado de trabalhadores temporários vive um momento controverso. Por um lado, esses profissionais - que têm um vínculo empregatício frágil - correm mais riscos de dispensa. Segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), cerca de 25% dos profissionais do País têm a chamada relação precária com seus empregadores - o que inclui terceirizados, temporários(que são a maioria) além de estagiários e contratos como pessoa jurídica. Esses 7,7 milhões de brasileiros ficariam na berlinda durante a crise.

No entanto, quando o mercado começa a se reaquecer - a exemplo do que está ocorrendo agora -, as primeiras vagas abertas costumam ser destinadas a trabalhadores temporários. “As empresas ainda não têm segurança para contratar em definitivo, porque o cenário está incerto, mas precisam de mão-de-obra”, afirma Sérgio Amad, professor de Relações Trabalhistas da FGV-SP. “Daí, é natural que elas façam a opção pelos temporários, e, quando o cenário estiver mais estabilizado, eles serão efetivados.”

Outra contradição da crise foi o aumento dos salários dos temporários. Segundo a pesquisa da Asserttem, em 2008 a remuneração média no ramo de lazer era de R$ 30 a R$ 80 por dia trabalhado. Este ano, chega a R$ 90. “Com uma oferta maior de mão de obra no mercado, as empresas encontraram mais gente qualificada e decidiram remunerar um pouco melhor o trabalho desses profissionais”, explica Jismália.



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