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O projeto do Timão
Corinthians apresenta aos vereadores as reformas para ficar com estádio
MARCEL RIZZO, marcel.rizzo@grupoestado.com.br
O projeto de reforma do Pacaembu que a diretoria do Corinthians guardava a sete chaves foi mostrado com detalhes, na manhã de ontem, aos vereadores da comissão criada na Câmara Municipal para discutir o futuro do estádio. A apresentação foi feita pelo diretor de marketing, Luís Paulo Rosenberg, o grande entusiasta da concessão ao clube. A principal novidade foi a intenção de cobrir 80% do estádio, que teria três cabos de aço suspensos sobre o gramado.
“É um esboço do que pode vir a se tornar o Pacaembu. Tanto que o arquiteto nem queria que eu mostrasse”, contou Rosenberg. Ele não pôde disponibilizar as imagens por conta de uma promessa feita ao arquiteto Aníbal Coutinho, da agência Coutinho, Digues e Cordeiro, responsável pelo projeto. “Ele muda diariamente alguns detalhes”.
O JT acompanhou o evento, que terminou com aplausos de seis dos sete vereadores, todos corintianos, que fazem parte da comissão. O grupo tem a missão de elaborar um relatório mostrando o que pode ser feito para revitalizar o estádio. Uma das propostas é a concessão a iniciativa privada, mas para isso precisaria ser feita uma licitação. Por enquanto o único interessado é o Corinthians.
O sétimo membro, o vereador Marco Aurélio Cunha, que também é diretor são-paulino, parabenizou Rosenberg, mas não evitou provocações com outros vereadores, principalmente com relação ao fato de o Morumbi ser até o momento o estádio escolhido para a sede paulista na Copa de 2014 (leia na página ao lado).
As imagens
Rosenberg mostrou um esboço de como ficaria o Pacaembu. Na imagem, as hoje numeradas descobertas ganhariam cobertura, assim como as cadeiras laranjas, do lado oposto. Esta cobertura seria ligada por três cabos de aço, que estariam suspensos sobre o gramado. Parte do tobogã também estaria protegido de chuva e apenas as arquibancadas do portão principal estariam ao relento.
Os vereadores questionaram Rosenberg sobre o motivo de não fechar o anel, juntando Tobogã e arquibancada. “Seria um custo alto, que não teria como recuperar o investimento pois aumentaria pouco a capacidade do estádio. E há questão também de ventilação”, explicou. Reformado, o Pacaembu teria capacidade para 45 mil pessoas.
O que hoje é uma pista de atletismo seria rebaixada e ali construídos camarotes. Serão 100 nesse setor, com capacidade máxima de 12 pessoas cada. Outros camarotes seria feitos nas partes superiores do estádio.
Rosenberg ressaltou mudanças nos acessos, com mais facilidade de locomoção. “Hoje pode acontecer uma tragédia se tivermos que evacuar rapidamente”.
O custo do projeto é aquele já divulgado: R$ 100 milhões. O diretor mostrou um cronograma aos vereadores, com previsão de final de obra, caso a concessão saia até o final de 2009, para 2011 (veja ao lado). E deixou claro que todo o projeto visa manter as características do estádio, que é tombado. “Ressalto também que o Corinthians vai fazer um financiamento para a obra, e não uma parceria com um gestor que fique 50 anos nos sugando.Queremos definir nossa casa até 2010, ano do centenário.”
Cronograma
2009
Conclusão e aprovação do pré-projeto. Ontem foi apresentado o que Rosenberg citou como um esboço, mas já é 90% do pré-projeto. Formalização da concessão e de como isso será feito. Detalhamento do projeto.
2010
Até o final do primeiro semestre o clube procuraria construtoras e os financiadores para a reforma. Luís Paulo Rosenberg afirmou que não haverá parceria de cogestão, como propostas iniciais de construção de estádio previam. O Corinthians fará um financiamento, pagando juros condizentes com o mercado. Se tudo estiver aprovado, a obra começa no início do 2° semestre.
2011
Como a previsão são de 18 meses de obra, o “novo Pacaembu” estaria pronto no final do ano. Enquanto isso, o time jogaria na Fazendinha reformada e até no Maracanã.
Fórum
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