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Sexta-feira, 5 junho de 2009   edições anteriores
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  Sem rumo

Maior fiasco de 2009, BMW tenta começar uma reação na Turquia

LIVIO ORICCHIO, livio.oricchio@grupoestado.com.br

Ele é tido como um campeão do mundo em potencial. O talentoso polonês Robert Kubica, da BMW, no entanto, terá uma ingrata missão hoje, nos primeiros treinos livres do GP da Turquia: tirar sua equipe, terceira colocada em 2008, das últimas colocações. E, como o próprio piloto lembra, era líder do campeonato do ano passado após vencer a prova de Montreal. “Disseram que concentrariam seus esforços no desenvolvimento do carro deste ano”, explicou, em tom sarcástico, referindo-se à sua equipe. Kubica ainda não fez pontos neste ano.

Como o regulamento mudou radicalmente, Mario Theissen e Willi Rampf, diretores da BMW, decidiram na metade de 2008 iniciar os estudos do modelo deste ano, em detrimento de investir na evolução do carro. Com isso, o desempenho da BMW caiu muito, a ponto de Kubica sair da luta pelo Mundial. Mas, diante do fraco desempenho da escuderia em 2009, Kubica compreendeu não só ter perdido a chance de uma grande conquista em 2008 como ainda tem de amargar, agora, as últimas colocações do grid. A BMW errou feio no carro deste ano.

“Vamos estrear aqui em Istambul o duplo difusor. Todos já o têm. No começo do ano, nossa situação era mais fácil porque estávamos na frente de Ferrari e McLaren. Agora eles avançaram e nós perdemos o rumo.”

De qualquer maneira, comentou Kubica, o duplo difusor deverá fazer com que ele e seu companheiro Nick Heidfeld se saiam melhor do que em Mônaco, prova em que largaram na penúltima fila. “Na verdade, será fácil sermos mais rápidos do que lá.”

Já a expectativa de Felipe Massa, da Ferrari, é oposta. Ele venceu as três últimas edições do GP da Turquia. E, se ganhar no domingo, fará parte das melhores estatísticas da Fórmula 1. Ayrton Senna foi o primeiro cinco vezes seguidas no GP de Mônaco, Michael Schumacher ganhou quatro consecutivas na Espanha e nos Estados Unidos, Jim Clark fez o mesmo na Inglaterra e na Bélgica e Juan Manuel Fangio, na Argentina. “Seria sensacional fazer parte de números e pilotos como esses.”

Rubens Barrichello ainda não venceu neste ano, ao passo que seu companheiro de Brawn GP, Jenson Button, ganhou cinco das seis etapas realizadas. Rubinho comentou ontem o que espera da disputa com Button no circuito Istambul Park: “Prevejo outra luta muito apertada. Largar na frente será importante, nas últimas corridas não venci por não ter saído na frente dele.”

Título decidido

O campeão do mundo de 2005 e 2006, Fernando Alonso, analisou o campeonato deste ano: “As últimas temporadas foram decididas na última prova. Agora, não. Jenson Button será campeão muito rápido. Ele tem o melhor carro, não erra e Rubens (Barrichello) tem sido menos consistente na luta pelas poles e pelas vitórias.”

Só pra inglês ouvir

As entrevistas de Jenson Button, da Brawn GP, não são conversas com a imprensa capaz de se comunicar em inglês, mas apenas para britânicos. Estrangeiros são convidados a se retirar. Quem desejar ouvir o que ele disse deve solicitar a gravação a um colega britânico. E o atual campeão do mundo, outro inglês, Lewis Hamilton, da McLaren, sequer dá agora entrevistas coletivas.

Sem aumento

Jenson Button desmentiu o noticiário britânico de que discute acordo salarial com valores muito maiores dos recebidos hoje. Ele aceitou reduzir seu contrato para correr neste ano. Ganharia, estima-se, US$ 8 milhões (R$ 15,7 milhões), mas recebe apenas US$ 3 milhões (R$ 5,9 milhões) por ano. “Não conversei com Ross Brawn e Nick Fry sobre isso. Li as notícias, mas estou aqui para correr e não para falar de dinheiro', disse o inglês.



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