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Sexta-feira, 5 junho de 2009   edições anteriores
ECONOMIA
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  12% dos paulistanos preferem orgânicos

Diferença de preço em relação ao produto convencional caiu de 50% para 10%

CAROLINA DALL’OLIO, carolina.dallolio@grupoestado.com.br

Os produtos orgânicos, livres de agrotóxicos, chegaram à mesa de 12% dos paulistanos no último mês, informa a primeira pesquisa realizada pela consultoria GFK. No País, a média é de 9%. Hoje, esses produtos já respondem por 1% do faturamento total dos supermercados - o equivalente a R$ 1,585 bilhão.

Inicialmente concentrado apenas em alimentos in natura, agora o mercado de orgânicos já compreende também produtos industrializados, como achocolatados, café solúvel, azeite, mel, cereais, chás e até produtos de limpeza, cosméticos e roupas confeccionadas com algodão orgânico.

A diversificação dos produtos orgânicos é um dos fatores que explica o crescimento das vendas. “Mas o que mais tem colaborado para o desenvolvimento do setor é a conscientização das pessoas sobre os benefícios que os orgânicos oferecem à saúde”, afirma José Alexandre Ribeiro, presidente da Associação de Produtores e Processadores Orgânicos do Brasil (Brasil Bio).

Por serem livres de agrotóxicos, os orgânicos são considerados alimentos mais saudáveis. A absorção dos nutrientes, segundo especialistas, também tende a ser maior no consumo desses produtos em comparação aos demais. “Quem se preocupa com a alimentação tende a preferir orgânicos.”

Para cuidar da saúde, a advogada Marlene Borges dos Santos, de 38 anos, decidiu há dois anos adotar uma dieta composta por alimentos orgânicos. “Eu senti a diferença, tanto no sabor dos alimentos como na sua própria qualidade”, conta. “Hoje acho minha pele mais saudável, meu cabelo também está mais bonito. O único inconveniente é o preço.”

Martinho Paiva Moreira, vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados estima que os orgânicos sejam, em média 10% mais caros que os demais produtos. Há quatro anos, a diferença podia chegar a 50%. “O preço ainda é alto, além dos custos de produção serem um pouco maiores que os dos demais alimentos, a oferta desses produtos no mercado ainda é menor que a demanda”, diz Moreira.

Cesta básica

A capital paulista apresentou em maio, um aumento de 0,77% no preço da cesta básica, que agora custa R$ 227,36. No ano, entretanto, o valor já caiu 5,06%.



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