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Equipamento emite sinalpor 30 dias
Daniel Gonzales
A corrida contra o tempo já começou: os investigadores e equipes de resgate destacadas para recuperar, no fundo do Oceano Atlântico, as duas caixas-pretas que o Airbus A330 da Air France levada a bordo têm 30 dias para encontrar os equipamentos.
É por esse período que as duas caixas-pretas (que, na realidade, são pintadas de laranja, para facilitar sua localização em meio a destroços) são testadas e certificadas para emitir sinais de rádio de baixa frequência (37,5 kHz) que são captados por equipamentos localizadores. Depois disso, embora seja possível, nada garante que os sinais continuem sendo transmitidos. As baterias, que duram em média seis anos de uso quando os equipamentos estão instalados em aeronaves, podem acabar.
Cada uma das caixas - o CVR (Cockpit Voice Recorder) e o FDR (Flight Data Recorder) - leva, acoplado, um pequeno transmissor de rádio, denominado ULB (Unerwater Locator Beacon, ou equipamento de localização subaquático). Esses rádios são projetados para entrar automaticamente em funcionamento quando molhados, ou mesmo quando sofrem uma desaceleração brusca. São, ainda, capazes de emitir sinais em profundidades superiores a 6 mil metros. As caixas-pretas têm também isolamento térmico, que pode resistir a 1.000 graus por cerca de 30 minutos, e ficam na cauda da aeronave.
Os dois equipamentos têm funções diferentes. O CVR é um gravador de voz. Serve para registrar as conversas entre os pilotos na cabine de comando e todos os sons a bordo, como alarmes e outros ruídos. Tem capacidade para armazenar 25 horas contínuas de sons.
Já o FDR é de dados. Grava centenas de parâmetros de voo diferentes, como altitude, velocidade e direção de voo do avião, assim como a leitura de diversos instrumentos. Os modelos mais novos, como o que o A330 levava, armazenam duas horas de dados, em chips que podem ser lidos em computadores.
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