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Suíço passou por guerras
Dreyer, de 59 anos, liderou missões de paz da ONU
Jamil Chade, Genebra
Ronald Dreyer já havia trabalho em zonas de guerra nos Bálcãs e na África, sobrevivendo a situações de risco e liderando missões de paz da ONU. Por ironia, contudo, esse suíço de 59 anos era um dos passageiros do voo AF 447 da Air France, que não completou o trajeto entre o Rio e Paris. Ele estava no Brasil a passeio.
Cientista político, Dreyer era funcionário do Ministério das Relações Exteriores da Suíça e responsável pelos temas relacionados com a violência armada. Ocupava um posto-chave na missão do país na ONU.
Ele já havia participado de missões de paz em Angola, Moçambique e El Salvador. Entre 1996 e 2002, trabalhou como diretor regional da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) na Bósnia, além do Kosovo.
Em recente artigo, o suíço explicou por que tinha optado por ir para alguns dos lugares mais perigosos do planeta. “O trabalho pela paz num ambiente internacional compensa o suposto luxo de que desfrutaríamos se ficássemos todos na segura Suíça”, escreveu Dreyer.
O governo suíço continua se recusando a confirmar os nomes das vítimas do voo AF 447. “Entre os 216 passageiros do avião da Air France, acidentado na noite de domingo, encontravam-se também seis cidadãos suíços”, limita-se a informar o governo.
Ontem, a ONU fez um minuto de silêncio antes do começo de seus trabalhos em homenagem às vítimas do voo da Air France. Outro suíço já identificado é o neurocirurgião Christophe Paus, de 32 anos.
Sozinho
O menino Alexander Bjoroy, de 11 anos, viajava sozinho no voo 447. Ele voltava para o Clifton College Preparatory School, colégio interno localizado em Bristol, na Inglaterra. Alexander passara as férias com os pais, a inglesa Jane e o norueguês Robin, e a irmã Charlote, de 9 anos, que moram no Rio.
Os pais do garoto viajaram para a Grã-Bretanha, mas antes divulgaram um comunicado. “Confirmamos com profunda tristeza que nosso filho Alexander, cujo aniversário de 12 anos estava se aproximando, está entre os passageiros a bordo do avião. Naturalmente, estamos profundamente consternados com a perda de nosso filho em circunstâncias tão trágicas. Nossos pensamentos estão também com as famílias e amigos de todos que estavam a bordo.”
O avô de Alexander, William Dougill, que mora no País de Gales, disse que conta do trabalho de Robin em empresas do setor petroleiro, a família já havia morado na Arábia Saudita, nos Estados Unidos, em Cingapura e na Colômbia. O garoto começou a estudar na escola em janeiro.
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