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Quinta-feira, 4 junho de 2009   edições anteriores
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  Contragolpe

Dunga arma o time para marcar bem e sair em velocidade

Luiz Antônio Prósperi, luiz.prosperi@grupoestado.com.br

Teresópolis - Dunga não tem muitas alternativas para medir forças contra o Uruguai, sábado, em Montevidéu, pelas Eliminatórias da Copa de 2010. A maioria de seus jogadores sente o desgaste físico de final de temporada europeia. Por isso, o treinador vai apostar nos contra-ataques, tendo Kaká como ponto de partida, para surpreender os uruguaios.

No primeiro coletivo que Dunga comandou na Granja Comary, ontem à tarde, a Seleção foi bem conservadora. Gilberto Silva, Felipe Melo e Elano deram prioridade à marcação. Quando roubavam a bola, procuravam Kaká para abrir o contragolpe. Kaká acionava Robinho, quase um ponta-esquerda, que completava o ataque servindo Luís Fabiano. Vez ou outra, Kaká virava o jogo para as descidas de Daniel Alves. Na outra lateral, Kléber não avançou além da linha divisória.

Sem imaginação e força

Foram 45 minutos de um coletivo sem gol. Dunga, à beira do campo, sempre ao lado do seu auxiliar Jorginho, pouco interferiu no treinamento. Apenas observou seu time titular atuar sem imaginação e força. Tão sem força que coube a Kaká pedir ao preparador físico Paulo Paixão para encerrar a atividade. “Professor, tá na hora”, disse Kaká a Paixão. O preparador atendeu ao pedido, sem cerimônia.

Do lado dos reservas, time formado na maioria por jogadores que atuam em clubes do Brasil, houve muita confusão com Ramires, Pato, Nilmar, Julio Baptista e André Santos. Nada de muito animador. A preocupação geral era evitar o desgaste dos titulares. Ficou latente o desejo da comissão técnica de preservar os jogadores.

“Não temos outra alternativa. A Copa do Mundo e a Copa das Confederações sempre são disputadas entre junho e julho, quando acaba a temporada europeia. Os jogadores chegam exaustos. Aqui eles têm de descansar, fazer uma boa alimentação e treinar leve. Essas três valências norteiam o nosso trabalho”, disse o médico José Luís Runco. Ele também confirmou que Maicon tem poucas chances de enfrentar o Uruguai. Daniel Alves já ganhou a posição do jogador da Inter, que ainda se recupera de uma lesão na coxa direita sofrida há dois meses.

São ingredientes mais do que suficientes para Dunga armar a Seleção na retranca e jogar nos contra-ataques. Ainda mais diante de um adversário que há 33 anos não perde para o Brasil em casa.

“O jogo com o Uruguai não será muito diferente dos outros. Nas Eliminatórias poucos jogos são fáceis. É a rivalidade. Contra o Brasil, o país do adversário se envolve com a sua seleção. Há uma grande mobilização. É isto que espera a gente em Montevidéu”, disse Dunga.


Fila no recife


A torcida pernambucana está ansiosa para ver a Seleção. Ontem a fila nas bilheterias do Estádio do Arruda (local da partida de quarta-feira contra o Paraguai), no Recife, foi longa durante todo o dia. Para aguentar o sol, muita gente saiu de casa com sombrinhas.



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