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A defesa foi o ponto alto do time
Marcel Rizzo
O Corinthians de Mano Menezes sabe atacar. Já mostrou isso tanto em 2008 quanto nesta temporada, principalmente porque joga muitas vezes com três atacantes e com apenas um volante. Só que ontem, contra o Vasco, o que levou o time à final da Copa do Brasil foi a eficiência da defesa. Mas não ouse falar a Mano que ele é retranqueiro.
Houve falhas, mas aí apareceram o goleiro Felipe e a má pontaria dos vascaínos. O 0 a 0 mostrou o leque de opções que Mano tem para a decisão contra o Inter: se precisar atacar, abre dois pontas e fica com um centroavante na área. Se tem de defender, esses pontas marcam os laterais, como Jorge Henrique e Dentinho fizeram ontem à noite.
A opção pelo zagueiro Diego na lateral na vaga de André Santos, em vez do especialista Wellington Saci, mostrou o que o Timão pretendia na partida: podendo empatar sem gol para se classificar, a ordem era esperar o Vasco e matar o jogo no contra-ataque.
A tática não funcionou completamente por causa da ineficiência de Douglas, que não conseguia armar os contragolpes. Elias e até Cristian, que estava colado em Carlos Alberto, precisaram tentar acionar Ronaldo. Só que o centroavante estava nitidamente mais pesado do que há duas semanas, quando tinha jogado pela última vez, e pouco produziu.
No finalzinho, ele perdeu a chance de garantir a vitória ao demorar para finalizar depois de passar pelo goleiro. Mas ainda tem crédito.
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