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Terça-feira, 19 maio de 2009   edições anteriores
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  Grupo cubano traz balé 'Giselle' a São Paulo

O Balé Nacional de Cuba, que tem à frente a veterana Alicia Alonso, quer emocionar a plateia

Livia Deodato, de Belo Horizonte

A reportagem acompanhou há pouco mais de uma semana os ensaios para a estreia da turnê nacional do Balé Nacional de Cuba, em Belo Horizonte. Sob o comando de Alicia Alonso, a companhia mostra, amanhã e quinta-feira, o clássico Giselle, sobre a camponesa que se apaixona pelo nobre disfarçado de aldeão Albrecht. A coreografia, criada em 1840 por Jean Coralli e Jules Perrot, foi considerada imortalizada no corpo de Alicia Alonso por parte da crítica.

A cubana de 88 anos conhece bem o clássico que considera parte indissociável de sua vida, até mesmo quando foi obrigada a ficar imóvel em sua cama durante um ano por causa de um descolamento da retina pouco depois de ter completado 19 anos. “Todos os dias eu repassava a coreografia na minha cabeça e refazia os passos com os dedos das minhas mãos”, conta ela. Uma série de cirurgias viriam a seguir, sendo que as derradeiras já não conseguiram alcançar a correção completa desejada. A confiança em seus parceiros, além de vozes saídas das coxias, foram providenciais para que sua atuação se prolongasse até os 75 anos de idade.

A extensa turnê pelo Brasil do balé completo de Giselle, que ainda segue rumo a Porto Alegre no dia 23, Caxias do Sul, 25, Jaraguá do Sul, 27, e Curitiba, 30 e 31, é acompanhada de perto pela diva cubana que fez história na dança. “O papel de Giselle é ideal para uma bailarina, porque representa uma época muito linda do romantismo”, opina Alicia. A transformação da menina, do primeiro ato, em um espírito no segundo, exige extrema dedicação e talento da intérprete, de acordo com a bailarina. “Ela tem de ser capaz de representar uma loucura nesse processo de transformação, que não tem nada a ver com a loucura de hoje em dia: é algo mais interior, medido. É muito diferente, muito difícil e muito belo.”


DIVIRTA-SE
Credicard Hall. Av. Nações Unidas, 17.955.Tel.: 2846-6010. Qua. e qui., às 21h30. Preço: R$ 100/R$ 160



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