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Terça-feira, 19 maio de 2009   edições anteriores
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  Campos e litoral terão pedágio

Além do acesso a Campos de Jordão, pacote de concessão inclui o litoral norte

Eduardo Reina, eduardo.reina@grupoestado.com.br

O governo do Estado de São Paulo vai conceder à iniciativa privada a estrada que leva a Campos do Jordão a partir do Vale do Paraíba - a Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123) -, e isso vai implicar mais praças de pedágio. O pacote de concessão inclui também as rodovias que dão acesso ao litoral norte, como a Mogi-Bertioga (SP-98), Tamoios (SP-99), Oswaldo Cruz (SP-125) e os entornos de Caraguatatuba, São Sebastião, Ubatuba e Bertioga, além do trecho da Rio-Santos (SP-55) entre Guarujá e Ubatuba. O edital deve ficar pronto em três meses, e as praças de pedágio entrarão em operação em 2010.

De acordo com o secretário estadual dos Transportes, Mauro Arce, o modelo de privatização ainda está sendo definido. Não se sabe ainda se será por meio de participação público-privada (PPP), na qual o Estado pode patrocinar a concessão ao longo de 20 anos sem pagamento de outorga ao governo; ou uma concessão simples, com pagamento de outorga ao poder público. “A concessão deve ser rápida. Vencerá quem oferecer a menor tarifa de pedágio. O importante é que quem anda na estrada pague pelo quilômetro rodado”, explica Arce.

A concessão desse grupo de rodovias será feita em um único lote. O dinheiro arrecadado deverá ser reinvestido na duplicação de alguns trechos das rodovias. O investimento necessário, segundo a Secretaria dos Transportes, é de R$ 3,8 bilhões.

O governo de São Paulo planeja conceder o trecho leste do Rodoanel a uma empresa que também tenha como obrigação construir 18 quilômetros do trecho norte, ligando a Rodovia Presidente Dutra, onde termina o trecho leste, até a Rodovia Fernão Dias, onde inicia a Serra da Cantareira.

De acordo com Mauro Arce, há duas possibilidades de traçado para transpor a reserva da Cantareira. Uma mais perto da capital e outra depois da serra.

“O mais importante é o trecho norte retirar o tráfego (pesado) da Marginal do Tietê. É preciso aprofundar os estudos. Trata-se de uma obra cara, que deve custar R$ 5 bilhões.”



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