estadao.com.br Estadao Jornal da Tarde Agencia Estado Eldorado AM Eldorado FM iLocal ZAP
   
Tabelas do esporte
BLOG
Advogado de Defesa
 
 
  
      Busca local   
Terça-feira, 19 maio de 2009   edições anteriores
ESPORTES
 ÍNDICE GERAL | ÍNDICE DA EDITORIA | ANTERIOR | PRÓXIMA
  Sonho dos Milhões

Explode o número de agentes Fifa no País. E vem mais gente aí...

Alex Sabino, alex.sabino@grupoestado.com.br

Aos 27 anos, Gustavo Amorim é advogado e trabalha com marketing. Mas tem o desejo de se transformar em empresário de futebol. E isso significa cobiçar a carteira de agente Fifa.

Ele não está sozinho nesse sonho. De olho no glamour e, principalmente, nos milhões que giram no mercado da bola, o número de agentes brasileiros registrados na entidade internacional explodiu nos últimos dois anos. No final de 2007, eram 112. Hoje são 252. E ainda há 57 aprovados no último exame ministrado pela CBF, em março, que têm o direito de trabalhar na área.

“Eu quero entrar nisso por gosto. Quando estava no segundo ano da faculdade de Direito já tinha a meta de ser agente, mas não é só pelo dinheiro. Eu gosto de estar no meio do futebol. Há um ideal”, garante Amorim, que já trabalhou “informalmente” com jogadores como Preto, Caldeira e Alexandre, todos com passagens pelo Santos.

Há muitos empresários que atuam no mercado sem autorização da Fifa. Mas a entidade precisa chancelar as transferências internacionais. E é aí que corre o dinheiro de verdade.

O agente que faz a intermediação recebe uma porcentagem do valor. O comum é comissão de 5%. Mas pode ser mais, especialmente se ele passar a ser ‘dono’ do seu cliente.

“Ficou muito fácil ser empresário. O grande negócio não é ganhar os 10% da venda do jogador. Isso é só uma parte. Numa negociação o agente pode ter o direito econômico, uma luva de comissão na venda... pode receber 40% ou até 50% do valor total da transação”, explica Nilson Ribeiro, consultor esportivo da Unimaster Futebol, empresa que oferece cursos preparatórios para quem quiser prestar o exame para agente Fifa.

O teste é organizado pela CBF duas vezes por ano. E está virando um evento concorrido. Em março, 207 pessoas o fizeram. Os cursos de preparação estão se alastrando. São dois dias de aulas por um preço que varia entre R$ 1,1 mil e R$ 2 mil.

Teste duro

“A prova é difícil, tem pegadinha. Mas durante o teste você faz contatos e realiza pequenos negócios”, afirma Robert da Silva Almeida, ex-meia de Santos, Atlético-MG, Grêmio e Guarani, aprovado em 2007.

Os profissionais já estabelecidos há anos na área sentem a chegada da concorrência. “No Rio de Janeiro tem uns dez cursos desses. Vendem apostila e incentivam. A maioria entra nessa para arriscar. Veem os jogadores no jornal e acham que vão ganhar muito dinheiro. E não é assim”, observa Jorge Moraes, agente e irmão de Jânio Moraes, presidente do Nova Iguaçu.



Como é

Avaliação


A prova é ministrada pela CBF, que faz pouca divulgação disso justamente para restringir o número de participantes. É um teste com 20 perguntas de múltipla escolha: 15 em espanhol enviadas pela Fifa e 5 em português criadas pela CBF. É aprovado quem acertar pelo menos 14. A inscrição no último teste, em março, custou R$ 1 mil.

Depois

Quem for aprovado tem que pagar R$ 5 mil para a CBF para receber a carteira de agente e tem seis meses para se registrar na Fifa. A entidade internacional solicita uma apólice de seguro específica, em uma empresa cadastrada na CBF, que cubra eventuais acidentes com os clientes do agente em até 700 mil (R$ 2 milhões).



    Links Patrocinados
  Estadao.com.br | O Estado de S.Paulo | Jornal da Tarde | Agência Estado | Radio Eldorado | Listas OESP
  Copyright © Grupo Estado. Todos os direitos reservados.