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Nova denúncia liga vice de Yeda a caixa 2 na eleição
A revista “Veja” desta semana trouxe novas denúncias de supostas práticas de caixa dois na campanha eleitoral da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), em 2006. Agora, são relatados casos que envolveriam o vice-governador, Paulo Feijó (DEM).
A reportagem ressalta as correspondências eletrônicas que teriam sido trocadas entre Feijó e o gerente de relações institucionais de uma montadora de automóveis. Através das conversas, o vice-governador fora encaminhado para o diretor de uma concessionária de veículos para receber R$ 25 mil em setembro de 2006. A verba chegou às mãos de Rubens Bordini, então tesoureiro da campanha tucana e atual vice-presidente do Banrisul, no mesmo dia, dentro de uma mochila cheia de brindes da academia de ginástica de Feijó.
A doação não consta na declaração de campanha de Yeda entregue ao Tribunal Regional Eleitoral (TER), fato que pode configurar a prática de caixa dois. Bordini, negou ter recebido qualquer quantia depositada em mochila.
A reportagem ainda cita uma gravação de áudio em que o ex-representante do palácio Piratini em Brasília, Marcelo Cavalcante, encontrado morto em fevereiro, teria comentando o recebimento de R$ 200 mil de empresa de fumo. Novamente, o valor não estaria identificado na prestação de contas.
A indústria apresentou o recibo de doação ao PSDB e admitiu a contribuição. Conforme a revista, o diretório gaúcho do PSDB explicou que a verba foi incorporada ao montante de R$ 596 mil, incluindo repasses de empresas de outras naturezas que não foram discriminadas.
As novas acusações devem dar fôlego à bancada do PT na Assembleia Legislativa. O partido tem 12 das 19 assinaturas para a CPI. De olho no apoio do PSDB na corrida ao governo em 2010, porém, o PMDB evita apoiar a apuração.
O vice-governador estava viajando e não foi encontrado. O advogado contratado por Yeda para atuar no caso, Eduardo Alckmin também não foi localizado.
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