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Cartas e e-mails
O Senado e suas piadas nada engraçadas
Luiz Nusbaum CAPITAL
A última piada do Brasil é mundialmente conhecida. O Senado, que possuía 181 diretores para 81 senadores e um orçamento de R$ 2,7 bilhões, após inúmeras denúncias, reduziu o número de diretores para 41. O presidente da Casa, José Sarney, contratou uma fundação de renome internacional para elaborar um estudo para realizar uma reforma administrativa, que acabou por sugerir a redução de 41 para 7 o número de diretores: “Senado: reforma mantém cargos e cria gratificação” (Política, 13/5, pág. 14A). Estranho é lembrar que a mesma fundação havia feito estudo semelhante em 1996, quando sugeriu o fortalecimento da diretoria do Senado. Após os resultados do último estudo, o primeiro-secretário, Heráclito Fortes, afirmou que 7 seria ótimo, porém, seria um número difícil de ser alcançado. Contudo, o mais engraçado é ver que quem perder o cargo vai manter o mesmo salário. Na realidade, como brasileiro, não acho graça nenhuma nessa situação.
LULA
Rogério Tófoli Kezerle CAPITAL
Sou absolutamente contra as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) porque elas não levam a lugar algum, apesar de custarem uma fortuna para os cofres públicos. Agora me espanta o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticar a criação das CPIs sob a alegação de que criá-las é ser pouco responsável com o Brasil. Lula provou que o ditado “faça o que eu falo, não o que eu faço” o define muito bem.
JOSÉ SERRA
Wilson A. Tartaro CAPITAL
Após a população ter tomado conhecimento dos gastos com propaganda e das ações de sua gestão no governo de São Paulo, José Serra não precisa confirmar se irá ou não disputar a sucessão presidencial do Brasil: “Publicidade de Serra sobe 38%” (Política, 11/5, pág. 9A). Tudo ficou muito explícito para todos que têm um pouco de percepção. Claro que Serra ainda precisa percorrer um longo caminho, mas, a continuar com a sua dedicação e com os resultados positivos que tem encontrado, ele será, definitivamente, um bom substituto do presidente Lula.
OPINIÃO PÚBLICA
Aldair Araújo CAPITAL
O que será que a maior parte da população pensa sobre o financiamento público de campanha política? “Tarso defende financiamento público” (Política, 8/5, pág. 11A). Já existem os horários gratuitos na TV e no rádio. Então, por qual motivo a população tem que enfrentar mais essa bandalheira? O povo brasileiro, junto com a mídia, precisa dar um basta nisso! Afinal, é o momento certo para impedir que esses políticos continuem nos enganando, já que os recentes escândalos provaram a força da opinião pública.
SINDICATOS
Renato Khair CAPITAL
O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC completou meio século de vida com muitas lutas, greves e importantes vitórias. Hoje, lamenta-se apenas o fato de os sindicatos terem perdido muito de sua força e estarem em franca decadência. Sem sindicatos fortes e organizados, claro, os donos do capital levarão muitas vantagens sobre a explorada classe trabalhadora.
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