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Domingo, 17 maio de 2009   edições anteriores
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  Supercarreta passa pela Bandeirantes

Além do caminhão, outro deixou a carga de trigo cair na pista e houve também um protesto

FELIPE BRANCO CRUZ, felipe.cruz@grupoestado.com.br

Três incidentes deixaram o trânsito lento ontem na Avenida dos Bandeirantes, na zona sul da capital. Uma supercarreta estacionou na via, a carga de um caminhão de trigo se espalhou pela pista e houve uma manifestação.

Pela manhã, por conta da chegada da supercarreta, às 6h30, foi registrado 1km de lentidão. Por volta do meio-dia, a via ficou bloqueada por um grupo de manifestantes, que ateou fogo em lixo e pneus. Depois, deixaram o local. Segundo a PM, o motivo pode ter relação com um tiroteio ocorrido na madrugada, perto do Complexo Viário Maria Maluf, em que policiais trocaram tiros com dois motoqueiros e mataram um deles.

Por volta das 14h30, um caminhão derrubou parte da carga de trigo nas faixas centrais, sentido Marginal do Pinheiros, na altura da Rua Cabo Verde, na Vila Olímpia. Pelo menos uma das faixas, segundo informações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), ficou interditada durante todo o dia, causando mais 2,5 km de lentidão.

Viagem lenta

A supercarreta, com mais de 100 metros de comprimento, 32 linhas de eixo e 256 pneus, que começou a atravessar a capital na quinta-feira, deve estacionar hoje, às 6h30, no acesso à Avenida Aricanduva. Ela transporta um reator HDT de 249 toneladas para uma refinaria da Petrobrás, em São José dos Campos. A noite ela deve seguir para Rodovia Ayrton Senna. A previsão de chegada à refinaria é de 15 dias. Dentro de São Paulo, a CET está monitorando o transporte.

Com velocidade média de 5km/h, o reator transportado pela supercarreta, que saiu do Porto de Santos, é tão largo que ocupa duas faixas da estrada. Ele tem 16,7 m de comprimento e 5,3 m de largura por 5,4m de altura.

No trajeto pela capital, a carreta passou pelas avenidas Luiz Carlos Berrini, Jornalista Roberto Marinho, Praça José Blota Junior e Avenida Washington Luís.

Pela contramão, a carreta seguiu viagem pelo Viaduto Luís Eduardo Magalhães e pela Ricardo Jafet - além das avenidas Dom Pedro I e do Estado, Viaduto Grande São Paulo e também pelas avenidas Luis Inácio de Anhaia Melo e Salim Farah Maluf.

Estão envolvidas 40 pessoas no transporte. “Existem poucos lugares em que uma carreta desse porte pode parar”, disse Marcelo Ângelo, gerente responsável pelo transporte.



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