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Domingo, 17 maio de 2009   edições anteriores
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  A reviravolta de Rubinho

Goleiro era um desconhecido ao chegar na Itália. Agora é cortejado pela Roma

ALEX SABINO, alex.sabino@grupoestado.com.br

Quando o Genoa anunciou a contratação de Rubinho, em 2006, a novidade foi tratada com descaso pela imprensa da Itália. Ninguém o conhecia, a equipe estava há 12 anos na Série B e achava-se que era extravagância de um clube claramente em decadência.

Pois o brasileiro de 26 anos, revelado nas categorias de base do Corinthians virou titular. Mais do que isso: ajudou a equipe a voltar à Série A. O Genoa é a surpresa do Campeonato Italiano da atual temporada. Durante boa parte do torneio ocupou vaga para a próxima Copa dos Campeões da Europa. Caiu para a quinta posição, o que vale lugar na Copa da Uefa. Um feito para o time que tem nove títulos italianos, mas o último deles foi conquistado no distante 1924.

Hoje, todos sabem quem é Rubinho. Inclusive o Atlético de Madrid e a Roma, interessados na contratação do goleiro.

Quando você saiu do Corinthians houve quem apostasse que sua carreira não teria muita expressão. Como foi essa volta por cima?

É uma satisfação muito legal ter o trabalho reconhecido. Ter a consciência limpa de que tudo isso o que estou vivendo é fruto do meu trabalho, não por ação de empresário que oferece jogador para tudo quanto é lado. Foi algo construído bem devagarzinho. Cheguei aqui, ninguém acreditava. Teve um jornal que escreveu que o Genoa havia contratado um goleiro brasileiro apenas porque era moda.

E qual foi o momento em que percebeu que a reviravolta na sua carreira havia se transformado em realidade?

Foi quando a gente estava na Série B, em 2007, no último jogo do acesso. Empatamos com o Napoli e subimos. Para mim marcou muito, foi meu momento mais importante como jogador profissional. Uma coisa é participar de um grupo e ser campeão paulista e da Copa do Brasil, como no Corinthians.

Eu participei, mas não joguei. E dessa vez, não. Joguei, participei de todo o segundo turno. Quando acabou aquela partida pensei: “Caramba, consegui fazer uma coisa importante.”

Existe a possibilidade de você sair do Genoa ao final desta temporada?

Existe. Tenho mais um ano de contrato, mas creio que o Genoa vai querer fazer dinheiro comigo, porque até agora ninguém me procurou para renovar. Os clubes na Itália trabalham de uma forma para se resguardarem sempre. Não perdem dinheiro. Apareceram propostas, mas que serão analisadas depois.

De quem?

Pelo que fiquei sabendo por meio do meu empresário, do Atlético de Madrid, da Roma e do Galatasaray.

Se sair, que lembrança vai guardar da rivalidade entre Genoa e Sampdoria?

Já joguei clássicos como Corinthians e Palmeiras, Corinthians e São Paulo... mas como Genoa e Sampdoria não tem. Coisa igual a esse dérbi não tem no Brasil. Quando sai o calendário da temporada, o primeiro jogo que o genovês vê é contra a Sampdoria. E só se fala nisso. Torcida, os caras preparam coreografia. É uma coisa que fica muito concentrada porque são os dois times da cidade, que não é muito populosa. É muito grande.

E o Genoa ganhou os dois dérbis nesta temporada...

Nossa, com certeza! O torcedor do Genoa vai viver em função desses dois clássicos vencidos por pelo menos mais cinco anos. Vão dizer “lembra aquele ano que o Milito fez 3 gols e ganhamos as duas?” Vão ficar lembrando disso por muito tempo e gozando os torcedores das Sampdoria. É uma coisa que já está na história.



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