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Sábado, 14 fevereiro de 2009   edições anteriores
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Marcelo Duarte, autor da série de livros O Guia dos Curiosos

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e contam sua história. Só há edições a partir de 1996.


Romance policial
A escritora e o investigador



A história de Olívia Maia, 23 anos, e Roger Franchini, 31, renderia um romance. Ou melhor: um romance policial. Ele morava em Franca (SP), cursava a Faculdade de Direito e trabalhava como investigador da polícia. Ela fazia cursinho e encontrou no amigo virtual uma fonte inspiradora para escrever suas histórias policiais.

O relacionamento que começou pela internet foi transformado em casamento há dois anos e meio. Nesse período, Olívia já publicou dois livros policiais: O Desumano, em 2006, e Operação P2, em 2007. “Eu contava as minhas ideias e ia pedindo detalhes para ele”, diz Olívia. “Muitos dos textos que escrevo no meu blog (www.verbeat.org/blogs/forsit) são coisas que ele me contou. Histórias que muita gente acha que saíram da minha imaginação.” A paixão da escritora pelo tema começou quando ela ainda era criança. “Sempre gostei daquela literatura infanto-juvenil que tem algo de policial, principalmente Pedro Bandeira”, explica Olívia. “Por isso, acabei indo também para esse lado.”

O Desumano conta a história de um menino que está sendo acusado de matar a própria mãe. Operação P2 fala sobre a investigação da morte de um professor de jornalismo, envolvido com uma pesquisa sobre a ditadura militar. Olívia começou a escrever agora um livro que tem um personagem inspirado no marido. Ele será um investigador do interior que ajuda o personagem principal numa operação. “Roger é a minha referência... As pessoas pensam até que me casei por interesse”, diverte-se a escritora.

Mas quem disse que Roger também não pede ajuda para a esposa? Ele lançou o livro Ponto Quarenta - A Polícia Civil para Leigos, que traz revelações do cotidiano da Polícia Civil pelos olhos de um investigador. “Ele só saiu por causa da Olívia”, agradece. “Costumo dizer que escrevo boletins de ocorrência. Foi ela quem me apresentou todas as referências para escrever um romance policial.” O lançamento do livro acontecerá no dia 5 de março, no Canto da Madalena, na Vila Madalena. Mas o livro já está à venda no endereço www.verbeat.org/blogs/cultcoolfreak/pontoquarenta. O livro O Desumano pode ser encontrado em qualquer livraria virtual, enquanto Operação P2 está à venda somente no site www.osviralata.com.br.


Paulista
Quatro estações à vista - e bem protegidas


Para ver uma obra de arte na Avenida Paulista, os transeuntes não precisam mais entrar no Masp. Quatro esculturas de mármore, expostas em vitrines, estão na frente do número 1.000 da avenida. As obras pertencem à Imobiliária Savoy, que fica no 17º andar do prédio. Não se sabe quem são os autores das obras nem mesmo quando foram feitas (a única informação é que elas são do início do século 20). Cada uma representa uma estação do ano. Pesam 115 quilos e, juntas, valem cerca de R$ 200 mil. “Elas foram compradas num leilão no ano passado e colocadas no lobby do edifício, onde só podiam ser admiradas pelos funcionários e pelos visitantes”, diz Alice Oliveira, assessora-geral da presidência da Savoy. “Fizemos a transferência para que toda a população tivesse a mesma satisfação em vê-las.” A segurança é feita pelos vigilantes do prédio. E as vitrines não são blindadas: elas servem apenas para proteger as obras da sujeira causada pela poluição do tráfego intenso na via. “Os trabalhos poderiam ficar impregnados de óleo, pois o mármore é um material muito poroso”, explica Alice.


Doces
O bolo de cerveja preta


O bolo tem um nome diferente: Stout Cake. Parece ser um bolo de chocolate como outro qualquer, mas é muito mais que isso. É um bolo de cerveja preta. “Ele é superamargo, feito com chocolate belga e cerveja preta no recheio”, conta Maya Midori, 33 anos, chef do Les Delices de Maya (Rua Mourato Coelho, 1044, Vila Madalena, 3813-3498), uma mistura de bistrô, café e doceria. “Recomendo para quem aprecia mesmo o chocolate”, diz Maya. “Foi uma receita que ganhei de um amigo e que depois mudei quase inteira.” O quilo do bolo custa R$ 55. Maya cozinha desde os 10 anos. Era daquelas garotas que vendiam bolos para familiares e vizinhos. Sonhava fazer faculdade de Gastronomia, mas acabou se formando em Educação Física. Trabalhou como personal trainer de pacientes com deficiência física. Para quem prefere algo mais tradicional, Maya recomenda o brigadeiro de panela, que ganhou as versões café e pistache. “Ele vem dentro de uma panelinha”, explica. “É um ótimo presente quando você é convidado para jantar na casa de alguém.” As panelinhas de chocolate e café saem por R$ 21 e a de pistache, por R$ 25.


Aramaico
A Bíblia na versão original


Atenção, muita atenção! A Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP oferece ao longo do ano para todos os interessados cursos paralelos de línguas - algumas bem exóticas. Um exemplo: o curso de aramaico bíblico abre suas inscrições na próxima segunda-feira. São 25 vagas para o curso da “língua de Jesus”, mas ele acontecerá se aparecerem pelo menos cinco alunos.

“Em geral, conseguimos preencher todas as vagas”, afirma a professora Eliana Langer, responsável pelos cursos de extensão da área de Língua e Cultura Judaica. O professor doutor Reginaldo Gomes, que dá o curso desde 2002, explica que o aramaico não é uma língua morta, não. O aramaico siríaco é usado na região de Natolia, na Turquia, e em pequenas comunidades da Síria. No Paraná, as comunidades Siloé Ortodoxas ainda falam o dialeto na liturgia das missas. “Temos muitos estudantes da área de religião. Eles querem, sobretudo, traduzir a Bíblia Hebraica”, explica.

“O objetivo não é que o aluno fale o idioma”, explica Eliana. “Nosso objetivo é que os alunos aprendam a ler e compreender esses textos.” O curso vai de 4 de março a 17 de junho e é gratuito. As aulas acontecem duas vezes por semana. Ah, as inscrições se encerram na sexta-feira, dia 20. Então, trate de correr. O telefone da FFLCH é 3091-4645.

Trânsito
Motoqueiros sem segurança


Os artigos 54 e 55 do Código Nacional de Trânsito determinam que os condutores de motos e os caronas devem utilizar capacete com viseira ou óculos protetores e vestuários de proteção (jaqueta, calça comprida e sapato resistente). Não é o que se vê nas ruas, principalmente nos dias de verão. Muitos motociclistas não cumprem a determinação. Parece que o capacete é o único acessório de segurança obrigatório. Mas quantos motociclistas são autuados em São Paulo pela falta de equipamento? O Curiocidade entrou em contato com a CET, com o Detran e com a Polícia Militar. Ninguém soube responder. Aí, um começou a empurrar para o outro. A assessoria de imprensa do Detran informa que só sabe dizer o número total de multas. Para algo mais específico, melhor perguntar à Polícia Militar. A CET também passou a bola para a PM e completou que “talvez o Detran tenha esse balanço de autuações”. Já a Polícia Militar orientou a reportagem a falar com o Detran, porque eles também não fazem a separação por tipo de multa.

O canteiro dos horrores

Um canteiro entre as ruas Natingui e Fradique Coutinho, na Vila Madalena, está causando protestos enfurecidos de vizinhos. Até uma placa apócrifa foi colocada ali (já retirada). Há três meses, em parceria com a CET, a Subprefeitura de Pinheiros realizou a obra, que faz parte do programa ‘Canteiros Verdes’. Devido à falta de sinalização e ao tamanho do canteiro, os acidentes passaram a ser diários. “Um motorista chegou a perder o motor do carro”, conta o taxista Mario Pereira Braga. “Geralmente, o pneu rasga ou a suspensão do carro é danificada.” Arnaldo Alves, também taxista da região, critica a falta de sinalização. “A CET deveria colocar um semáforo e mais iluminação. O trecho é muito escuro e, à noite, ninguém enxerga nada.” A arquiteta Márcia Coelho, que tem um escritório na rua, elogia a proposta do programa ‘Canteiros Verdes’, mas torce o nariz especificamente para esse canteiro. “Se toda noite tem acidente, para que isso?”, questiona. “É preciso sinalizar o local urgentemente. Se fosse para dar multa, apareceriam uns dez marronzinhos aqui.”

A CET disse que priorizará a execução do projeto de sinalização, com linhas duplas amarelas separando fluxos opostos e colocação de placas que indiquem parada obrigatória na intersecção e preferências. Marcadores de perigo para melhorar a segurança do cruzamento também serão colocados.

Com reportagem de Bruna Ribeiro



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