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Sábado, 14 fevereiro de 2009   edições anteriores
POLÍTICA
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  Dilma vai ao ataque contra a oposição

Em jantar com petistas em SP, ela ainda disse que Brasil ‘está maduro para ter mulher presidente’

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que a oposição está incomodada porque o governo federal “está trabalhando e tem projeto para o Brasil”. A afirmação ocorreu após ela lançar obra do Programa de Aceleração do Crescimento e (PAC) em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. Foi resposta ao DEM, que promete enviar representações ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TCE) pedindo apuração de suposto uso irregular do palanque, pelo governo, para promoção da candidatura de Dilma à sucessão do presidente Lula em 2010.

À noite, em jantar com petistas de São Paulo organizado pela ex-prefeita Marta Suplicy, ela disse que o País está pronto para ter uma mulher no comando. “Acho que o Brasil está maduro para ter uma mulher presidente. Nós somos maioria no Brasil. Acho que esse século é o das mulheres.”

Lula, que estava em Pernambuco, também reagiu contra a ameaça do DEM de ir à Justiça. Ele atribuiu aos adversários “comportamento injusto e pequeno”. “Acho isso uma coisa tão absurda. Uma pessoa só é candidata depois da convenção de seu partido, no ano que vem. Dilma vai continuar viajando e acompanhando tudo de perto.” Para Dilma, são “improcedentes” as acusações da oposição. “O que estamos fazendo é o lançamento, o acompanhamento e monitoramento das nossas obras”, afirmou. “O que incomoda a oposição é o fato de que o governo tem um projeto de desenvolvimento para o Brasil com crescimento econômico e distribuição de renda.”

A o mesmo tempo em que encara discussões políticas com a oposição, a ministra vai adquirindo traquejo nos palanques, fazendo brincadeiras com frases recentes de Lula. “O presidente até ameaçou cortar o meu batom, mas não as obras do PAC”, disse em São Leopoldo, sob risos da plateia. “A maquiagem pode estar no meu batom, mas não nas obras do PAC, porque elas são reais e estão aí para os senhores verem.” Mostrando-se cada vez mais à vontade, ela chegou a quebrar o protocolo para cumprimentar trabalhadores, sendo recebida por gritos de “Dilma presidente”.

Candidatura? ‘Tem sua hora’

O jantar na casa de Marta foi organizado a pedido do presidente, para quem a candidatura de Dilma precisa ganhar musculatura partidária. “O time de São Paulo está unido para apoiar a sua candidatura à Presidência da República: a primeira mulher presidente deste País”, disse a ex-prefeita.

Apesar de todo o contexto óbvio a favor de sua candidatura, Dilma negou ser candidata. “Eu não estou e também não sou candidata. Para isso teria que ter debatido com o presidente, o que não fiz, e teria que ter o apoio do partido. As duas coisas não estão dadas ainda”, disse. No final, disse: “As coisa têm a sua hora. A minha não chegou ainda.”

A chefe da Casa Civil, segundo presentes, fez um rápido discurso por volta das 21h30. Mas evitou polêmica, falando sobre o empenho do governo federal em combater a crise financeira internacional. Disse ainda que espera ver o PT unido daqui para frente, para assegurar a continuidade do projeto em execução pelo presidente Lula.



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