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Quem pega o pepino?
Até Felipão foi sondado para ser técnico do Peixe
Sanches Filho, esportes.jt@grupoestado.com.br
O Santos sonhou com Vanderlei Luxemburgo até a eleição do novo presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, e se frustrou. O presidente Marcelo Teixeira sondou duas vezes Luiz Felipe Scolari, que acabava de ser demitido do Chelsea, da Inglaterra. Acenou com oferta faraônica: R$ 600 mil mensais, motorista particular para a família do treinador e seguranças. Felipão não se sensibilizou.
Tudo indicava que quando Márcio Fernandes caísse, imediatamente a diretoria anunciaria o seu substituto. Mas nem mesmo depois de uma demorada reunião, ontem à tarde, no CT Rei Pelé, com a participação do presidente do Conselho Deliberativo, José da Costa Teixeira, e até das irmãs do presidente Marcelo Teixeira, Sílvia e Lúcia, principais responsáveis pela universidade da família, se chegou a um nome de consenso.
“Até amanhã (hoje), o Santos não anuncia o seu novo técnico”, assegurou o diretor de futebol, Adílson Durante Filho, encarregado de informar a imprensa, no começo da noite. De concreto ele apenas disse que Paulo Autuori (Al Rayyan, do Catar) e Carlos Alberto Parreira não fazem parte da relação dos técnicos consultados ontem. “Não vamos falar em nomes, perfis e detalhes para evitar especulações. O que posso adiantar é que todos aqueles com quem fizemos contato ficaram satisfeitos.”
Apesar do mistério, Durante sinalizou que a principal preocupação é encontrar um técnico que aceite lidar com os jogadores do elenco e não peça reforços. “O Santos contratou bons jogadores e o novo treinador não precisa ser necessariamente linha-dura, basta saber trabalhar com um grupo como o nosso.”
O mais cotado é Vágner Mancini, a quem o clube já fez até mesmo proposta salarial. Mas outros nomes receberam telefonemas de representantes do Peixe ou de empresários: Silas (Avaí), Hélio dos Anjos (Goiás), Estevam Soares (Guaratinguetá) e até Sérgio Guedes, que foi goleiro do Santos e atualmente dirige o Santo André. “A dificuldade maior é com aqueles que estão empregados, porque, entre outras coisas, implica pagamento de multa rescisória”, explicou.
Medo de errar novamente
A diretoria trabalha com cuidado na contratação do novo técnico para não repetir o erro cometido ao levar Cuca para a Vila Belmiro, no começo do Campeonato Brasileiro do ano passado. Enquanto isso, Serginho Chulapa e Narciso, técnico do Sub-20, serão os interinos contra o Guarani, amanhã, às 19h10, na Vila Belmiro. Da comissão técnica que vinha trabalhando no Paulistão saíram apenas Márcio Fernandes e Nenê Belarmino. Se for anunciado o novo treinador ainda hoje, ele começará a trabalhar só na segunda-feira, preparando a equipe para estrear na Copa do Brasil, quarta-feira, contra o Rio Branco, no Acre.
O time voltou de Marília no começo da tarde de ontem. Márcio pediu para os jornalistas esperarem, entrou no CT, onde trocou o uniforme de viagem do clube por roupas esportivas, e depois concedeu entrevista por cerca de 10 minutos.
“Não é verdade que eu perdi o comando do time porque os jogadores ganhavam mais do que eu. Salário alto e carro importado não fazem a diferença. Importa a personalidade do treinador”, disse, garantindo que tinha controle sobre o grupo.
(Colaborou Alex Sabino)
+ peixe
Boa sorte
Meia hora depois da chegada do time ao CT Rei Pelé , Serginho Chulapa e Narciso comandaram um treino de dois toques com os reservas e os que não jogaram os 90 minutos na derrota contra o Marília. Durante o treino, o presidente Marcelo Teixeira chamou Serginho ao Hotel Recanto dos Alvinegros para lhe desejar sorte no jogo de amanhã contra o Guarani, na Vila.
Milagreiro
O supervisor de futebol Ocimar Bolicenho vem conseguindo verdadeiros milagres. Depois de se livrar de Quiñonez, Cuevas, Filipi Souza, Dionísio e outros jogadores que não vinham sendo utilizados, convenceu o Marília a contratar o argentino Mariano Tripodi.
Nada a ver
A diretoria do Santos alega que a ideia da homenagem ao ex-presidente da Fifa, João Havelange, é anterior ao dossiê pelo reconhecimento dos títulos brasileiros dos anos 50 e 60. O
Peixe preparou a documentação a ser entregue à CBF e Havelange redigiu carta apoiando o projeto. O ex-cartola deve receber o título honorário do clube. Mas o clube garante que a homenagem não tem nada a ver com o dossiê.
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