| |
Nova direção tira seleção do Sul
Maria Luciene Resende assumiu comando da CBG
Evandro Fadel, esportes.jt@grupoestado.com.br
Curitiba - A nova presidente da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), Maria Luciene Resende, assumiu a entidade ontem pedindo a união das federações e dos clubes. Entre suas propostas estão a criação, ainda neste ano, de 11 centros de excelência de ginástica, em parceria com a Caixa Econômica Federal, e esforços para que sejam adquiridos equipamentos mais modernos para os clubes.
Ela passa a ocupar o lugar de Vicélia Florenzano, que ficou 18 anos à frente da entidade e comandará a Federação Paranaense de Ginástica a partir do fim do mês. Em relação ao trabalho da direção anterior, a principal mudança é a descentralização do treinamento das seleções permanentes. Antes, as ginastas ficavam em Curitiba. Agora poderão fazer os treinos nos clubes aos quais estão vinculadas.
Algo que não preocupa a coordenadora da ginástica feminina, Georgette Vidor. “Todas, inclusive as reservas, serão acompanhadas.” Esse trabalho será feito por ela e pela técnica ucraniana Irina Ilyashenko, substituta de Oleg Ostapenko. “Mas a maioria estará aqui (Curitiba) e o espaço estará aberto a qualquer técnico que quiser vir”, disse Georgette.
“Os clubes se esvaziaram em função das seleções permanentes, e nós precisamos mudar isso”, opinou a nova presidente. Do mesmo modo que a seleção deixará Curitiba, a sede da entidade também mudará de cidade, estabelecendo-se em Aracaju, onde Maria Luciene mora.
A nova presidente chega à CBG em um momento de crise econômica mundial, que atingiu também os esportes. Mas ela não demonstrou muita preocupação em relação a isso, já que a CEF manteve o patrocínio.
O orçamento da CBG para 2009 é de R$ 7 milhões, dos quais R$ 3, 2 milhões sairão do patrocinador e R$ 2, 3 milhões, do Comitê Olímpico Brasileiro. O resto está no caixa desde o ano passado. O primeiro teste para a nova gestão será entre os dias 12 e 15 de março, na Itália, no Torneio Internacional por Equipes.
|