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Os bons meninos
Mais disciplinado, Verdão tenta se manter 100% no Paulistão
Juliano Costa, juliano.costa@grupoestado.com.br
O Palmeiras veloz e insinuante cantado por Vanderlei Luxemburgo é também mais disciplinado que o do ano passado. O número de cartões nestes oito primeiros jogos do ano é 24% inferior na comparação com o mesmo período da temporada 2008. E mais: já foram “cavadas” quatro expulsões de adversários, contra apenas uma nos oito jogos iniciais do ano passado.
Hoje, contra o Paulista, no Pacaembu. Luxa manda a campo um time reserva, já que os titulares viajaram para o Equador na quinta-feira a fim de se adaptarem à altitude de Quito para o jogo contra a LDU, terça-feira, pela Libertadores da América.
Será dos suplentes, portanto, a tarefa de manter o Palmeiras com 100% de aproveitamento no ano - e também com a fama de equipe de “bons meninos.”
“Aquele time do ano passado era mais experiente, mas também era mais lento, e pode ser que isso se refletisse no número de cartões”, opina o atacante Lenny, 20 anos, um dos poucos remanescentes do time campeão paulista. “E o fato de sermos jovens não significa que somos inexperientes. Correndo sempre em cima, não precisamos fazer muitas faltas.”
Tanta velocidade acaba gerando o efeito contrário - o time mais apanha do que bate. “Em oito jogos, cavamos quatro expulsões. Isso é importante, porque jogar com um homem a mais sempre facilita as coisas”, observa Lenny.
Contando os dois jogos da Pré-Libertadores com o Real Potosí e os seis do Paulistão, o Palmeiras recebeu 19 cartões amarelos (17 no estadual e dois no torneio sul-americano) e um vermelho - de Sandro Silva, contra o Mirassol.
Nas oito primeiras partidas do ano passado, com um time bem mais experiente, foram 24 cartões amarelos e uma expulsão. O que tirava Luxa do sério eram as advertências sofridas pelo chileno Valdivia, muitas por reclamação com a arbitragem. E o atacante Kléber, o rei dos cartões, só viria a estrear na 12ª rodada.
Com essa dupla de esquentadinhos, o Palmeiras chegou a figurar entre os times mais indisciplinados do Paulistão e depois também no primeiro turno do Brasileirão, contrariando Luxemburgo, que dizia com orgulho, à época, que seus times “sempre se destacaram pelo jogo limpo.”
Agora o Palmeiras é o quinto mais disciplinado dentre os 20 times do Paulistão com 18 cartões, atrás de Mirassol (12), Santo André (15), Portuguesa (17) e Santos (18). Adversário de hoje, o Paulista (29) é quarto que mais recebeu cartões, atrás de Ponte Preta (32), Bragantino (30) e Mogi Mirim (29).
Luxa vai usar hoje o mesmo esquema 3-5-2 que tem dado certo com os titulares. As novidades são as estreias como titular do volante Souza (leia mais ao lado) e do atacante Marquinhos. “Estou ansioso para fazer este primeiro jogo como titular. Tenho muita coisa a mostrar”, disse o ex-jogador do Vitória.
Paulista - O time de Jundiaí perdeu os quatro jogos que disputou longe de casa e ocupa a 16ª colocação. O técnico Giba vai usar o 3-5-2. A novidade é o meia Francisco Alex, substituto de Alex Oliveira, expulso contra a Portuguesa. Já o atacante Enilton não pode jogar porque pertence ao Palmeiras.
24%
foi quanto diminuiu o número de advertências recebidas pelo Palmeiras nos oito primeiros jogos deste ano em relação ao mesmo período na temporada passada
+ Verdão
Dia agitado
Ocorre hoje, das 10h às 19h, no Palestra, a eleição de 75 novos membros do Conselho Deliberativo para um mandato de quatro anos. São três chapas com 91 candidatos cada, sendo as duas primeiras de situação e outra de oposição. Serão usadas urnas eletrônicas. O resultado sai hoje mesmo.
Voto a voto
Situacionistas e oposicionistas se dizem otimistas, mas é o pessoal de apoio a Luiz Gonzaga Belluzzo quem mais precisa de votos, já que a maior parte dos conselheiros em fim de mandato faz parte da base aliada ao presidente. Ele ganhou a eleição por uma margem de 22 votos e espera que essa vantagem aumente com pelo menos mais dez novos membros do seu lado, para ter mais tranquilidade para comandar o clube.
Os infiltrados
Dois sócios ligados à organizada Mancha Alviverde são candidatos a uma vaga no Conselho: Tarso Gouvea e Sérgio Pellegrini.
Xarás
Jumar é um nome pouco comum e o volante palmeirense já cansou de tentar explicar sua origem. “Meu pai também se chama Jumar”, diz, sem se alongar no assunto. Hoje, porém, o camisa 18 encontrará um outro xará: o bandeirinha Jumar Nunes Santos - que vai correr em frente ao banco de Luxemburgo.
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