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Sábado, 14 fevereiro de 2009   edições anteriores
ECONOMIA
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  Volatilidade segue alta na bolsa

Após quatro dias de baixa, Bovespa sobe 2,90%. No ano, ganhos chegam a 10,98%

Fabrício de Castro, fabricio.castro@grupoestado.com.br

Em mais uma semana de altos e baixos, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou ontem com variação de 2,90%, aos 41.673 pontos. O resultado interrompeu uma sequência de quatro dias de prejuízos iniciada na segunda-feira. Em 2009, a bolsa já acumula uma alta de 10,98%, mas a tendência é que, nos próximos meses, os investidores continuem sofrendo com a volatilidade.

“Nas últimas semanas, a bolsa chegou aos 43 mil pontos, caiu para 40 mil e agora voltou para os 41 mil”, destaca Pedro Alceu Cardoso, gerente de renda variável da Tov Corretora. “A volatilidade é alta, mas o movimento é como uma escada que vai para cima.”

Embora caia por alguns dias, a Bovespa se recupera nos pregões seguintes. O resultado, segundo Cardoso, aponta para a valorização ao longo do ano. “Nossa perspectiva é de que o Ibovespa feche 2009 com valorização de 20% a 25%”, diz.

Os pequenos investidores, porém, precisarão ter sangue frio para suportar o sobe-e-desce e aproveitar as oportunidades. “É interessante comprar na baixa”, lembra Cardoso. “E empresas como Vale e Petrobrás estão com os papéis desvalorizados.”

O economista Luiz Jurandir Simões de Araújo, da Universidade de São Paulo (USP), afirma que a bolsa brasileira ainda está abaixo do que se espera. “O patamar de 34 mil pontos já foi afastado, porque era muito baixo. Mas os 73 mil pontos também eram fora da realidade do Brasil”, afirma Araújo, numa referência ao recorde de 73.516 pontos atingido em maio do ano passado, poucos meses antes de a crise derrubar os mercados em todo o mundo.

A expectativa do professor é de que a Bovespa se estabilize entre 50 mil e 55 mil pontos. O caminho até lá, no entanto, é longo. “A perturbação da crise tem feitos duradouros sobre a bolsa brasileira. Nossa volatilidade é maior que a de outros países”, diz Araújo.

Para Cardoso, a eficiência dos planos econômicos sobre os indicadores dos Estados Unidos é que vai ditar o ritmo do mercado brasileiro nos próximos meses. “Mas a volatilidade no Brasil vai continuar, porque ela vem de fora”, ressalta.

Araújo, da USP, lembra que a recuperação completa da Bovespa depende dos investidores estrangeiros. Em 2009, os recursos começaram a voltar, mas o movimento ainda é tímido.

Dólar

A moeda americana fechou ontem com baixa de 1,05%, cotada a R$ 2,264. Assim como ocorre com a bolsa, o dólar também vem apresentando grande volatilidade ao longo das semanas. No ano, a moeda registra uma queda acumulada de 3,04%.

SAIBA MAIS

VOLATILIDADE


O conceito está ligado à variação dos preços das ações e do próprio Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa). Quando a volatilidade é alta, é sinal de que os preços estão variando muito. Fica difícil para o investidor saber qual é o verdadeiro valor do ativo

PONTOS DO IBOVESPA

O Ibovespa foi criado em janeiro de 1968 para servir como uma referência média do desempenho das ações.

Na época, estabeleceu-se o valor base de 100 pontos para
o índice. O fato de a bolsa estar em 41 mil pontos hoje indica
a evolução dos preços desde então



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