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Sábado, 14 fevereiro de 2009   edições anteriores
ECONOMIA
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  Feira mais cara. Mas dá para economizar

Preços de algumas frutas e legumes subiram por conta do excesso de chuva e da entressafra

Marcos Burghi, marcos.burghi@grupoestado.com.br

Os preços de alguns legumes e frutas subiram no início do ano por conta de entressafra e condições climáticas desfavoráveis à produção. Quem não quiser pagar o preço pode optar por alternativas mais em conta em promoções nos mercados ou sacolões.

De acordo com dados do Índice de Custo de Vida do Departamento de Estatística e Estudos Socioeconômicos (ICV-Dieese), que mede a inflação na capital, o maior aumento foi registrado no maracujá, que em janeiro subiu 36,5%. A segunda maior alta ocorreu no preço do pepino, que no primeiro mês do ano teve elevação de 27,9%. Laranja-lima, batata, melancia e alface também estão mais caros .

Segundo Priscila Silva, pesquisadora do Instituto de Economia Agrícola do Estado (IEA), o preço do maracujá sofreu influência das chuvas, cujo volume foi acima do esperado. O excesso, afirma Priscila, provoca o aparecimento de diversos tipos de fungos e bactérias na fruta, o que diminuiu a produção e consequentemente a oferta. O mesmo, diz ela, vale para a melancia.

José Torres, presidente do Sindicato dos Feirantes de São Paulo, afirma que preços de vegetais como chuchu e pepino devem se normalizar em março e atingir patamares menores que os atuais. Ele afirma, ainda, que como as chuvas prejudicaram a produção de melancia no Estado, o abastecimento do mercado local foi feito por meio do produto vindo da Bahia e de Goiás. A batata também ficou mais cara porque as condições climáticas locais obrigaram os comerciantes a comprá-la em outro mercado, neste caso Minas Gerais.

Segundo o sindicalista, uma das opções do momento é o tomate cujo preço caiu 6,92% em janeiro conforme o ICV-Dieese. “Está na safra. O mesmo vale para o mamão.”

Martinho Paiva Moreira, vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), explica que o mercado de hortifrutis é dinâmico e o comportamento dos preços muda rapidamente ao sabor do excesso de produção ou das mudanças climáticas desfavoráveis ao cultivo de cada produto.

Segundo Priscila Silva, do IEA, esta é uma boa oportunidade para que os consumidores troquem os produtos com preços mais altos pelos que apresentam baixas. É o caso da uva cujo preço, em janeiro, recuou quase 20%. “O pico de consumo foi em dezembro e os mercados tem de liquidar o que não venderam”, afirma. O abacate foi outro que apresentou baixa por estar na safra, diz Priscila. A redução chegou perto de 28%.

Priscila também recomenda o consumo de maçã e pera, que se encontram em plena safra e estão igualmente mais baratas. Para economizar, vale procurar os estabelecimentos que fazem promoções (leia texto ao lado).


SOBE

36,5%
FOI O AUMENTO


Registrado no preço do maracujá em janeiro. O motivo estaria no excesso de chuvas, que prejudicou a produção.

DESCE

27,5%
FOI A QUEDA


registrada no preço do abacate no primeiro mês do ano. A razão para a baixa está no fato de que o produto está em período de safra



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