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Padre e evangélico aprovam
Mangá Messias, editado por uma empresa fundada por evangélicos, foi aprovado pelo padre Juarez de Castro, de 40 anos, responsável pela comunicação da Arquidiocese de São Paulo. “É interessante colocar a Bíblia nas mãos dos adolescentes”, disse, após citar a Turma da Mônica versão mangá. Os destaques, segundo Castro, são os rodapés indicando os trechos da Bíblia que correspondem aos desenhos e à fidelidade ao texto original dos evangelhos. “Por ser uma adaptação em quadrinhos, corria o risco de perder a profundidade, mas isto não aconteceu.” Outro ponto considerado importante foi a “característica ecumênica” do mangá. “O texto cita Maria de forma correta, e coloca Tiago como irmão de João e não de Jesus. Pode ser lido por qualquer cristão”, enfatiza.
Para o educador evangélico Fernando Goulart, de 30 anos, que trabalha com crianças e adolescentes há 7 anos, é uma boa forma de atingir as “tribos” que gostam de quadrinhos japoneses. “Achei legal usar a técnica do mangá para passar uma mensagem tão importante”, afirma. “A igreja brasileira, em tempos de globalização e internet, precisa se atualizar. Não é pecado mudar o formato, desde que a mensagem seja a mesma. É importante usar a linguagem que o jovem entenda.”
Goulart só lembrou que os mangás originais são lidos da direita para esquerda e que a versão brasileira segue o esquema tradicional dos gibis. Matthew Brady, do site americano Manga Life, também chamou atenção para o fato que, segundo ele, pode afastar o fã do mangá tradicional. Brady também criticou o que considera “excesso de diálogos”.
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