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Sexta-feira, 9 janeiro de 2009   edições anteriores
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  Parque D. Pedro, enfim, será reformado

Daniel Gonzales

Depois de 20 anos de promessas não cumpridas, a reforma do degradado Parque D. Pedro II, no centro, está mais perto de sair do papel com a assinatura de um termo de cooperação entre a Prefeitura e a Fundação Catavento, prevista para hoje. A entidade público-privada, que criou e manterá o Catavento Cultural - centro de ciências antes denominado de Museu da Criança, que funcionará no Palácio das Indústrias, antiga sede do governo municipal - vai assumir, por 36 meses, a responsabilidade pela zeladoria.

O convênio prevê a reforma dos jardins entre o museu e a Estação de Metrô Pedro II, a recuperação urbanística do parque e o reforço no efetivo de seguranças em torno do palácio, que foi completamente reformado. “A parceria com a iniciativa privada será fundamental para recuperar o parque”, diz o secretário municipal de Subprefeituras, Andrea Matarazzo.

O museu, prometido em 2005, já está quase pronto (faltam apenas detalhes de acabamento) e deve começar a funcionar no período de início das aulas, entre o fim de fevereiro e início de março. O espaço abriga cerca de 400 instalações científicas com o conceito de “aprender brincando”, com foco em tecnologia.

Uma das maiores atrações é o “homem virtual”, um conjunto de 80 m² idealizado por professores da disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP. Por meio de simulações tridimensionais do corpo humano, recursos de computação gráfica com narração e minicinema, os visitantes poderão tomar contato com temas que vão da audição e visão à formação de acnes e câncer de pele. “Os temas interessam muito aos adolescentes”, diz o professor Chao Lung Wen, da USP, um dos idealizadores. “Nossa intenção é disponibilizar um kit com os temas, que poderá ser levado pelas escolas e utilizado em aula.”

Na “sala dos espelhos”, uma espécie de labirinto, será possível aprender, por meio da distorção das imagens refletidas, princípios de física como a refração e difração da luz. Outro setor vai abrigar dezenas de experimentos com eletricidade, com o gerador de Van de Graaff, esfera que acumula eletricidade estática e “arrepia” os cabelos de quem a toca. Há ainda “brinquedos científicos” com temas de química e biologia, matemática e astronomia.

Para dar continuidade à recuperação do Parque D. Pedro, a Prefeitura também aguarda a saída das últimas seis famílias que ainda estão vivendo no Edifício Mercúrio, geminado com o São Vito, que devem ser implodidos neste ano, juntamente com o Viaduto Diário Popular. Com as mudanças e a construção de praças nos locais, a área de jardins do parque deverá crescer de 70 mil m² para 200 mil m².



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