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Aposentada cai no metrô e é socorrida de carro
Ivone,71, caiu da escadaria há 18 dias e foi levada de carro ao hospital. Ainda sente dor
Luísa Alcalde, luisa.alcalde@grupoestado.com.br
A aposentada Ivone Filonzi dos Santos, de 71 anos, sofreu uma queda em uma das escadas da estação Luz, onde há a integração entre o Metrô e a CPTM, na região central, há 18 dias. Fraturou o nariz, luxou um dos dedos da mão, teve traumatismo craniano e levou 22 pontos na testa. Ficou com hematomas pelo corpo e sente fortes dores na coluna e no peito.
Apesar da idade avançada e da gravidade da queda, Ivone foi levada ao hospital em um carro da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Não foi imobilizada em uma maca e nem levada ao pronto-socorro com brevidade por uma ambulância. Também não apareceu nenhum médico para fazer o primeiro atendimento no local.
Na semana passada, o JT revelou que o Metrô não têm ambulância para socorrer usuários que passam mal ou se acidentam nas estações. E que quem faz a triagem sobre se a gravidade do quadro para enviar os pacientes aos hospitais em táxis são funcionários com curso de primeiros socorros. Após a reportagem, o governador José Serra disse considerar o socorro em táxis “satisfatório”.
Segundo a aposentada, no dia 27 de novembro, seus pés pisaram em falso em um degrau porque não havia faixa amarela no chão sinalizando a existência de mais lances da escada. “Estava escuro e achei que a descida tinha terminado ali”, conta. Ivone desceu rolando e foi batendo o corpo contra o piso. “Achei que não ia resistir”, lembra. “Fiquei ali no chão quase desmaiada, sangrando muito no rosto. Não sei quem me levantou e me colocou em uma cadeira de rodas. Me levaram para fora da estação. O socorro demorou. Fiquei um tempão esperando embaixo do sol até aparecer uma caminhonete da CPTM para me levar ao hospital”, diz.
Ela se lembra de ter sido colocada sentada ao lado do motorista. “O rapaz correu o que pôde e buzinou muito para poder desviar do trânsito”, lembra Ivone. “No dia seguinte nem conseguia abrir os olhos. Todo o meu rosto inchou. Até hoje sinto fortes dores no peito e na coluna. Desde então não consigo respirar direito e nem dormir bem”, reclama.
A CPTM esclareceu, em nota, que todos os empregados de estação e segurança são treinados para a prestação de primeiros socorros, além de passar periodicamente por reciclagem. “No caso citado pela reportagem, o encaminhamento ao hospital foi realizado por veículo da empresa para agilizar o socorro”, diz o texto.
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