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'Menina-bomba' preferiu viver
Garota de 13 anos, que explodiria colete preso ao corpo, se entregou a militares iraquianos
Uma garota de 13 anos, vestindo um colete com 15 quilos de explosivos, se rendeu a policiais do comando militar americano no Iraque e soldados iraquianos, evitando um novo atentado suicida em Baquba (norte do país). O número de mulheres-bomba que cometeram ataques cresceu nos últimos meses, especialmente na província de Diyala, cuja capital, Baquba, vem sofrendo ação de militantes da Al-Qaeda.
“Os relatos dizem que a menina se aproximou da polícia iraquiana dizendo que tinha posto o colete, mas não queria levar o ataque adiante” disse o porta-voz do Exército dos EUA, David Russel. “Não se sabe se ela foi forçada a vestir o colete ou se o fez voluntariamente.”
Segundo Abdel Khalaf, comandante da polícia de Baquba, durante o interrogatório, a menina - identificada como Rania - pareceu confusa e desconcertada. Ela confessou que sua mãe também planejava se explodir. Por isso, logo em seguida, os policiais foram até a cidade de Qatun, onde fica a casa de Rania, e prenderam a mãe, de 45 anos, que também escondia um colete-bomba. O pai de Rania, que havia planejado as operações, escapou.
Após a prisão, a menina levou os policiais até um apartamento vazio e entregou outro cinturão de explosivos. Rania continua sob custódia das forças de segurança. O porta-voz afirmou que a rendição da jovem mostra 'que as mulheres iraquianas entendem sua importância na sociedade e o valor da vida', e indica que a população 'rechaça as práticas violentas da Al-Qaeda'.
É cada vez maior o número de mulheres recrutadas por insurgentes sunitas (um dos ramos do islamismo) para lançar ataques suicidas. Motivo: elas conseguem burlar com mais facilidade os controles de segurança. Muitas escondem bombas em suas vestes e às vezes não são revistadas, já que a maioria dos guardas é homem.
Tendência em alta
De acordo com o Exército americano, em 2007 as mulheres-bomba lançaram oito atentados. Somente este ano, já foram registradas 27 explosões com mulheres “mártires”.
Os EUA afirmaram que a Al-Qaeda no Iraque vem recrutando cada vez mais mulheres e que também cresce o número de iraquianas que se oferece para lançar atentados.
Segundo os americanos, vingar um parente morto pelos EUA, ou pelas forças de segurança iraquianas, é o principal motivo que as leva a participar da insurgência.
Washington anunciou que dois dirigentes da rede da Al-Qaeda no Iraque foram detidos por tropas americanas em Bagdá. Os supostos líderes da rede terrorista liderada por Bin Laden foram presos em duas operações diferentes, promovidas nos dias 11 e 17 de agosto.
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