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Invasões bárbaras
Roberto Simon
Em meio a febre de China provocada pelos Jogos Olímpicos, o Circo de Beijing transforma a Via Funchal em picadeiro a parir de hoje (8) até domingo. A companhia circense criada em 1960, porém, destoa da imagem clichê que o Ocidente têm da cultura chinesa: ela é de origem mongol, povo bárbaro outrora liderado por Gengis Kahn, que dominou praticamente toda a Ásia, chegou às portas da Europa e, ao final, desintegrou-se e foi incorporado à China. No espetáculo que vem ao Brasil, Império da Mongólia, além da origem dos 39 membros do circo, o figurino e a cenografia remetem à cultura mongol. Tecnicamente, a companhia retoma a tradição circense oriental: há números de ilusionismo com um acento fantástico, luta de guerreiros ornados, acrobacia, contorcionismo, pirâmides humanas e tiro de precisão com arco e flecha. É quase uma olimpíada.
Império da Mongólia Via Funchal (3.203 lug.). R. Funchal, 65, V. Olímpia, 3188-4148. 6ª (8) e sáb., 21h; dom., 20h. R$ 40/R$ 150. YouTube.
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