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Trio apedreja carro e mata motorista
Apesar de método ser antigo, preso afirma ter voltado a usá-lo: diz que jogou pedras em 3 carros
CAMILLA HADDAD, camilla.haddad@grupoestado.com.br
O metalúrgico Eleno José da Silva, 64 anos, foi assassinado, anteontem à noite, após uma tentativa de assalto na pista expressa da Marginal Tietê, após a Ponte Aricanduva, Zona Leste, no sentido da Rodovia Ayrton Senna. Às 20h45, três homens jogaram um paralelepípedo contra a roda do Palio da vítima, para fazer o carro parar. Depois, os criminosos atiraram três vezes no metalúrgico: no tórax, braço e antebraço. E não levaram nada.
*Saiba como agir em casos como esse
Até a noite de ontem, apenas um suspeito havia sido preso. O servente Carlos da Silva Campos, 30 anos - que já cumpriu pena por roubo - confessou ter jogado o objeto no pneu do Palio e disse que, na mesma noite, teria tentado fazer outras duas vítimas ali: um motorista de uma Montana e outro de um Gol preto. Mas os carros não pararam.
Um colega de Eleno, o metalúrgico José Edmundo da Silva, 48 anos, também estava no Palio e foi baleado no tórax. Ele passou por cirurgia no Hospital Municipal José Storopolli e está em observação. Os dois voltavam da empresa onde trabalhavam para casa. Ambos moram no Itaim Paulista, na Zona Leste.
Segundo o filho da vítima, o motorista Evandro Carlos da Silva, 35 anos, o pai ainda chegou a percorrer dois quilômetros com a roda estourada do carro. “Depois, meu pai parou. Chegou a trocar o pneu, tinha colocado dois parafusos, mas acho que os bandidos correram e o pegaram bem na hora que ele se preparava para ir embora com o amigo.” Evandro disse que os policiais que atenderam a ocorrência afirmaram que um pouco mais cedo, no mesmo local, outra pessoa havia sido baleada dia, vítima da mesma quadrilha. Mas a Polícia Civil não confirmou a informação.
Eleno era pai de três filhos - dois homens e uma moça. Ele morava com a mulher e costumava ir do trabalho direto para a casa. Dava carona para colegas da empresa. Ontem, era para ser um dia normal. “Mas levaram a vida do meu pai. Não levaram nada, mas levaram a vida dele. É triste ver as pessoas matando por nada”, disse o filho.
De acordo com a polícia, no momento em que as vítimas foram baleadas, ocorria uma operação do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), uma equipe de elite da Polícia Civil, na mesma região. O assaltante preso estava escondido em um matagal. Segundo o detido, ele tinha outros dois comparsas, que conseguiram fugir.
O enterro do metalúrgico será realizado hoje, às 8h, no Cemitério de Vila Alpina, na Zona Leste. O caso foi registrado no 10° DP ( Penha).
Outro caso
Minutos após a tentativa de roubo na Zona Leste, a contadora Michele Aparecida Araújo Sanches, 28 anos, foi encontrada com um tiro no peito, dentro de seu carro, um Celta vermelho, na Avenida Onofrio Milano, na região do Jaguaré, na Zona Oeste da Cidade. Levada ao Hospital Universitário, não resistiu.
A polícia suspeita que ela tenha reagido a um assalto. Mas o caso não foi registrado como latrocínio nem homicídio. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, dois boletins sobre o caso foram feitos no 93º DP (Jaguaré): o primeiro de “óbito” e um complementar de “roubo”.
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