estadao.com.br Estadao Jornal da Tarde Agencia Estado Eldorado AM Eldorado FM iLocal ZAP
   
Tabelas do esporte
BLOG
Advogado de Defesa
 
 
  
      Busca local   
Quarta-feira, 16 abril de 2008   edições anteriores
OPINIÃO
 ÍNDICE GERAL | ÍNDICE DA EDITORIA | ANTERIOR | PRÓXIMA
  Educar com criatividade

Carlo Lovatelli *

Não é novidade que oferecer educação de qualidade é um dos grandes desafios enfrentados pelo Brasil. O sistema educacional brasileiro cresceu, porém ainda não chegou ao modelo ideal. Se é que existe modelo ideal. Muitos alunos possuem baixo grau de escolaridade e os poucos que se formam não estão aptos a atender às demandas do mercado. Segundo pesquisa realizada em 32 países pelo Ministério da Educação/OCDE e pelo Instituto Paulo Montenegro, no Brasil, apenas três quartos da população conseguem ler e entender a idéia central de um texto simples.

Dados recentes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), organizado pelo Ministério da Educação (MEC), revelam que o desempenho dos alunos da oitava série só vem piorando nos dez anos da avaliação. A média de português caiu de 256.1 pontos, em 1995, para 232, em 2003, e 231.9, em 2005. Já na prova de matemática, a média em 1995 foi de 253.2 pontos, em 2003 foi de 245 e, em 2005, ficou em 239.5.

A média nacional dos alunos do Ensino Médio, que em 2005 foi de 39.41 pontos, em 2006 caiu para 36.9. Em redação, a média foi de 52.08 pontos e, em 2005, ficou em 55.96.

A última análise do MEC revela ainda que há grande diferença na qualidade de ensino entre as escolas da rede pública e da particular e que, entre as 20 melhores escolas do País, somente 5 são públicas.

Atentos a essa realidade, muitos educadores estão repensando seu modo de atuar e se destacando por suas propostas inovadoras. Eles crêem que a educação vai além da sala de aula e do conteúdo pragmático. Mais do que isso: sabem a importância do professor como agente dessa mudança educacional que tanto buscamos.

Com criatividade e ousadia, o educador pode transformar a cidade, a arte e o meio ambiente em fontes de aprendizado, tirando do dia-a-dia a motivação para os educandos. O caminho inverso também é válido: trazer o universo do aluno para a sala de aula, ensinando português, matemática e história, com a ajuda de brincadeiras, músicas e qualquer outra ferramenta lúdica, pode ter um papel imensurável no aprendizado.

Exemplos desse 'professor empreendedor' estão espalhados por todo o País. São profissionais que entendem que ultrapassar a barreira das apostilas e despertar no aluno o interesse genuíno pelo mundo ao seu redor é educar com inteligência. E mais, para eles, o estudante que tem prazer no aprendizado será um adulto bem preparado e crítico.

* VICE-PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO BUNGE



    Links Patrocinados
  Estadao.com.br | O Estado de S.Paulo | Jornal da Tarde | Agência Estado | Radio Eldorado | Listas OESP
  Copyright © Grupo Estado. Todos os direitos reservados.