estadao.com.br Estadao Jornal da Tarde Agencia Estado Eldorado AM Eldorado FM iLocal ZAP
   
Tabelas do esporte
BLOG
Advogado de Defesa
 
 
  
      Busca local   
Segunda-feira, 17 março de 2008   edições anteriores
MUNDO
 ÍNDICE GERAL | ÍNDICE DA EDITORIA | ANTERIOR | PRÓXIMA
  Banco Mundial vê risco de recessão nos EUA

Para o presidente da entidade, Robert Zoellick, países em desenvolvimento, como Brasil, China e Índia, apresentam poucos sinais de que sejam atingidos pela crise

Os Estados Unidos podem estar caminhando em direção a uma recessão, a Europa ainda enfrenta perturbações no mercado financeiro, mas os países em desenvolvimento estão mostrando poucos sinais de serem atingidos, disse o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.

'Eu não faço previsões econômicas. As pessoas estão discutindo: vai haver uma desaceleração ou recessão?', disse Zoellick à Reuters.

'Sem levar em consideração esse debate, há uma séria desaceleração econômica em relação ao que tínhamos antes, e poderá muito bem haver uma recessão', disse ele, referindo-se à economia norte-americana.

Quedas maiores são esperadas devido ao aperto nos mercados de crédito que forçou o banco de investimentos dos Estados Unidos Bear Stearns a procurar financiamentos emergenciais na semana passada, segundo afirmou Zoellick em uma entrevista durante o Fórum de Bruxelas, uma conferência sobre relações internacionais.

A Europa também deve ter problemas relacionados com o setor de hipotecas de risco, além dos que atingiram os bancos alemães recentemente. 'Minha visão pessoal (é que) há mais a ser enfrentado nos mercados europeus também', disse Zoellick, um ex-representante do comércio norte-americano que passou por cargos altos no Tesouro e Departamento de Estado.

'Eu acredito que uma das coisas que nós temos visto no mercado é que o uso destes instrumentos tem sido mais disseminado do que as pessoas inicialmente pensavam.'

Mas o impacto em economias em desenvolvimento até agora está limitado, se comparado com a maneira como os mercados emergentes caíam, em um efeito dominó, nos anos 1980 e 1990, quando o Sudeste da Ásia, a Rússia e a América Latina caíram em crises de desvalorização, disse Zoellick.

'O que é impressionante neste período de perturbação financeira é a relativa ausência de efeitos, se comparada a outros períodos.'

Zoellick envolveu-se em uma polêmica com Luís Inácio Lula da Silva, então candidato à presidência, por causa da Alca (Área de Livre Comércio das Américas). Ele disse que ou o Brasil se associava ou criava um bloco com a Antártida.



    Links Patrocinados
  Estadao.com.br | O Estado de S.Paulo | Jornal da Tarde | Agência Estado | Radio Eldorado | Listas OESP
  Copyright © Grupo Estado. Todos os direitos reservados.