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Integração metrô-carro
Hoje, seis estações de Metrô possuem estacionamentos próximos, todos terceirizados. Nos terminais Tietê e Barra Funda, os estacionamentos têm vínculo com o Metrô (parte da arrecadação vai para a companhia)
DANIEL GONZALES, daniel.gonzales@grupoestado.com.br
O Metrô vai lançar, ainda neste ano, seu bilhete de integração 'Metrô-carro'. Chamado de 'Metrô Fácil Estacionamento', será um cartão magnético recarregável, com o qual o motorista poderá parar seu veículo em um de 16 estacionamentos, que serão criados perto de estações do Metrô.
Ao pagar a estadia do veículo com o cartão, que vai liberar a cancela e permitir a entrada no estacionamento, o usuário já terá direito a duas passagens de Metrô, uma de ida e outra de volta, incluídas no preço e válidas para o dia.
Para entrar na estação de Metrô, bastará encostar o cartão no validador das catracas, como se faz hoje com o bilhete único. Assim, o usuário poderá substituir parte do trajeto que faria de carro pelo Metrô, para ir e voltar do trabalho. O valor da tarifa conjunta Metrô/estacionamento deve ser definido em um mês.
O novo cartão será uma espécie de bilhete especial, nos moldes dos bilhetes fidelidade (com 20 viagens, por preço menor) e lazer (válido em fin de semana e feriados), já à venda pelo Metrô e pela CPTM.
A idéia, inclusive, é fazer com que os motoristas possam comprar e recarregar os cartões direto nas bilheterias do Metrô, explica Cristina Bastos, diretora do Metrô e gestora do projeto. Os estacionamentos também devem vender o cartão.
O Metrô Fácil Estacionamento está em fase de negociações avançadas entre a Companhia do Metropolitano e a Prefeitura de São Paulo, que atualmente vêm levantando as áreas municipais e estaduais onde ficarão os estacionamentos. 'Um deles, que será o piloto da iniciativa, estará funcionando até o fim deste ano', garante Cristina. A primeira unidade ficará na Zona Leste, perto da Estação Corinthians-Itaquera da Linha 3 - Vermelha.
Parte das outras 15 áreas, pelos levantamentos preliminares de demanda, ficará nas estações Imigrantes (Linha 2 - Verde) e Tucuruvi (Linha 1 - Azul). Elas serão definidas também em um mês. A CET vem ajudando o Metrô nos estudos.
Congestionamentos
'Será bom para todos, vai tirar carros da rua, diminuir os congestionamentos e a poluição', diz. 'A idéia é reter o usuário nas 'pontas' das linhas de Metrô, criando uma solução convidativa de transporte.'
O secretário estadual de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, um dos criadores do projeto, diz que a princípio pode parecer 'incoerência' atrair mais usuários para o já saturado Metrô de São Paulo, que transporta 3,2 milhões de passageiros por dia.
'Claro que não podemos fazer a cobrança do estacionamento e jogar a pessoa para dentro do sistema superlotado', diz.
No entanto, explica, para que a demanda seja atendida a contento, a companhia vem investindo na compra de trens e de um sistema de controle das composições via rádio, que vai possibilitar a redução dos intervalos para 80 segundos (hoje, nos horários de pico, o Metrô consegue 101 segundos).
Em setembro de 2009, começam a chegar os primeiros novos trens, da encomenda de 16 para a Linha 2 - Verde; dez para a Linha 3 - Vermelha e sete para a Linha 1 - Azul.
A extensão da Linha 2 até Vila Prudente e a inauguração da Linha 4 - Amarela (Luz - Vila Sônia) também fazem parte do esforço, diz Portella.
Os 16 estacionamentos poderão ser operados pela iniciativa privada, sob esquema de concessão, segundo Cristina.
Obrigatoriamente, pelo projeto, os espaços terão que ter um acabamento permeável que permita a drenagem de água das chuvas, com área verde, para compensar as áreas com concreto e asfalto que serão ocupadas pelos carros.
Também não está descartada, em um segundo momento, a criação de mais estacionamentos nas proximidades de estações da CPTM, afirma a gestora.
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