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Sexta-feira, 2 novembro de 2007   edições anteriores
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Em sua 13ª edição, a Fest Comix é vitrine de novos cartunistas de São Paulo, que têm a própria cidade como inspiração

Alex Xavier e Nathalia Lavigne

Você conhece “arte seqüencial”? Pois este é o novo nome da boa e velha história em quadrinhos, que há tempos deixou de ser brincadeira de criança e virou coisa séria.

A Fest Comix, tradicional feira de quadrinhos, reúne 20 mil fãs ansiosos por mais uma chance de completar suas coleções de HQs ou descobrir novos títulos.

A 13ª edição do evento começa hoje (2) e vai até domingo no Espaço de Eventos do Colégio São Luís. São 20 toneladas de gibis de vários estilos, dos infantis às graphic novels, passando pelos cultuados

mangás - muitos deles a partir de R$ 1. Paralelamente, promove lançamentos e encontros com artistas consagrados e especialistas do mercado no espaço Arena Comix (confira a programação na página 15). Entre as estrelas deste ano está Laerte, do paulistanérrimo ‘Piratas do Tietê’, que lança o livro ‘Laertevisão - Coisas que não Esqueci’. Haverá também a presença de brasileiros que representam nomes importantes das HQs americanas, como Rod Reis (colorista de ‘Superman’) e Julia Bax (desenhista de ‘X-Men - First Class’).

Os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá, premiados quadrinistas que começaram de maneira independente, comemoram uma década de trabalho com o álbum ‘10 Pãezinhos - Fanzine’. Trata-se de uma coletânea com trabalhos publicadas de forma amadora em fanzines, entre 1997 e 2001, época em que ainda cursavam Artes Plásticas na USP e na FAAP. “É como se fosse um exercício para as histórias que a gente iria produzir mais tarde”, resume Moon.

Embora não sejam consagrados como Laerte, Angeli e Lourenço Mutarelli, os dois irmãos já passaram da fase de ‘nova geração’ do quadrinho nacional, posto ocupado hoje por outros talentos como Daniel Esteves e Leonardo Pascoal. São jovens que divulgam seu trabalho na internet, distribuem fanzines em pontos de venda específicos e, como os velhos mestres citados acima, muitas vezes se inspiram no cotidiano de São Paulo.

Percebendo esta movimentação de publicações independentes, Juan Burgos - figura mais conhecida como Papito - resolveu reuni-las no grupo ‘Quarto Mundo’, que estará com um estande na Fest Comix. “É interessante que reunimos não só os iniciantes. Autores consagrados também publicam de forma independente pois têm mais lucros do que pelas editoras”, diz Papito, criador da série ‘Tipos’, HQs em formato de bolso vendidos em lugares alternativos, como supermercados. Além dos lançamentos, o espaço do ‘Quarto Mundo’ fará uma retrospectiva dos últimos 10 anos do quadrinho independente.

A seguir, conheça as histórias dos novos quadrinistas que, em breve, só estarão no estande independente se ainda quiserem.



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