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Alckmin em 'inferno astral'
Prestes a fazer 55 anos, tucano tem problemas: relator do TSE recebe parecer rejeitando suas contas de 2006
Prestes a fazer 55 anos dia 7, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) tem sentido efeitos do “inferno astral” na vida política. O mais recente revés ocorreu ontem no Tribunal Superior Eleitoral (TSE): o ministro José Delgado recebeu parecer técnico de assessores do órgão pedindo rejeição das contas da campanha do tucano à Presidência em 2006. Os problemas não param por aí, e passam pela disputa ensaiada entre Alckmin e o prefeito Gilberto Kassab (DEM) pela candidatura à Prefeitura em 2008.
O parecer dos técnicos do tribunal aponta irregularidades que somariam R$ 25,4 milhões. Dentre elas, destacam-se doações de R$ 1,3 milhão vindas de fontes vedadas por lei. O comitê de campanha não poderia ter recebido, por exemplo, R$ 300 mil da Companhia Energética Meridional (CEM).
Outra irregularidade foi a dívida da campanha de R$ 19,9, milhões, transferida ao partido e classificada como “despesas diversas”. “Tal fato constitui manobra ilícita”, dizem os técnicos do TSE.
Se o parecer for confirmado pelo relator e pelo plenário, o partido pode perder repasses do fundo partidário e Alckmin será investigado pelo Ministério Público Eleitoral, correndo risco de ficar inelegível. A assessoria do tribunal também rejeitou as contas do presidente Lula, mas os ministros derrubaram o parecer.
O coordenador da campanha de Alckmin, Eduardo Jorge, diz não acreditar na rejeição das contas. “As do Lula foram aprovadas com pilhas de dinheiro na televisão e aloprados. Não esperamos que o TSE rejeite as nossas porque, ao invés de apresentar dois papéis, apresentamos um”.
Saia-justa no hotel
Alckmin também se viu em saia-justa por sua gestão no governo do Estado, com a cessão, pela Sabesp, de terrenos ao deputado estadual Celino Cardoso (PSDB), em Mairiporã. No local, está o hotel Refúgio Cheiro de Mato, às margens da Represa Paiva Castro, que pertence ao tucano e é apontado pela Sabesp como um dos problemas ambientais da região.
As áreas foram cedidas em 2000, 2001 - quando Alckmin era vice de Mário Covas - e 2003, com ele já no comando do Estado. A Sabesp nega favorecimento a Celino, alega faz inspeções e, quando houve irregularidades, o tucano foi obrigado a saná-las.
CPI dos Pedágios
O governo do tucano também está na mira de um pedido de CPI na Assembléia Legislativa, feito por Rui Falcão (PT), para investigar a prorrogação, por até oito anos, de 10 contratos de concessão de rodovias estaduais. A extensão gerou polêmica, por ter ocorrido bem antes do fim do prazo dos acordos, que iam até 2018. A apuração proposta pelo petista esbarra em outro tema delicado para os tucanos: Falcão quer comparar os preços cobrados em pedágios de concessões estaduais com os que deverão ser praticados nas rodovias federais, mais baixos, de acordo com os editais de concorrência. Para evitar problemas com a apuração, Alckmin depende do apoio de aliados do governador José Serra (PSDB), que, apesar de negar, vê com bons olhos apoio à reeleição de Kassab em vez de lançar o ex-governador.
Além do crescimento de Kassab nas pesquisas, as pretensões do tucano em concorrer à Prefeitura têm como obstáculo aliados de Serra, como o secretário de Subprefeituras Andrea Matarazzo, que manifestou apoio à permanência de Kassab no comando da Capital. Matarazzo, que tem pretensões de ser o vice na chapa do prefeito, foi o primeiro tucano a tratar abertamente de apoio da legenda ao democrata.
Inflamação no intestino
Sem cargo no governo estadual e no partido - chegou a ser cotado para a presidência nacional tucana, que ficará com o senador Sérgio Guerra (PE) -, Alckmin ainda virou alvo de boatos na Câmara Municipal. Vereadores partidários de Kassab alegam que ele estaria com problemas para achar potenciais doadores de campanha. Aliados negam. Para “fechar” a série de obstáculos, o tucano foi internado domingo retrasado com ileíte - inflamação no intestino delgado -, mas saiu dois dias depois. “Teria relação com algum sapo engolido recentemente?”, “cutucou um vereador.
R$ 25,4 MILHÕES é, segundo o TSE, o total de irregularidades nas contas de Alckmin
O XADREZ ELEITORAL PARA A PREFEITURA PSDB E DEM Dividem-se em apoiar a reeleição de Gilberto Kassab ou lançar o ex-governador Geraldo Alckmin. Podem ter candidaturas separadas, já que democratas não abrem mão de Kassab no páreo.
PT Está em compasso de espera pela ministra do Turismo, Marta Suplicy, que, oficialmente, nega interesse, mas nos bastidores articula a possibilidade.
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PP Pode lançar, mais uma vez, o deputado federal Paulo Maluf
PC do B, PDT e PSB Integrantes de ‘bloquinho’ na Câmara federal, cogitam candidato único
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