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Brasil: mais santos, mais fé
PROFESSOR, TEÓLOGO E APRESENTADOR DOS PROGRAMAS ‘ESCOLA DA FÉ’ E ‘TROCANDO IDÉIAS’, NA TV CANÇÃO NOVA
Felipe Aquino
Hoje, 1º de novembro, a Igreja militante (na terra) honra a Igreja triunfante (do céu) homenageando todos os santos em uma única solenidade. Disse São João no Apocalipse: “E vi uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as gentes e tribos e povos e línguas...”
A Igreja, com a autoridade que Jesus deu ao papa, já canonizou mais de 20 mil santos. Mas sabemos que há muito mais no céu. Crianças, adolescentes, jovens, adultos, anciãos, pais, mães, virgens, viúvas, brancos, negros, índios e escravos formam essa incontável multidão de bem-aventurados.
A origem da festa de Todos os Santos vem do século 4º. Em Antioquia era celebrada uma festa por todos os mártires no primeiro domingo depois de Pentecostes. A celebração foi introduzida em Roma, na mesma data, no século 6º, sendo fixada no dia 13 de maio pelo papa Bonifácio IV 100 anos depois, no mesmo dia da dedicação do Panteon de Roma a Nossa Senhora e a todos os mártires. O monumento pagão assumiu o nome cristão de Santa Maria dos Mártires. No ano de 835 a celebração foi transferida pelo papa Gregório IV para 1º de novembro.
São Paulo começa quase todas as suas cartas lembrando os cristãos do seu tempo de que são “chamados à santidade”. Cada um de nós foi criado por Deus para viver no seu amor, nesta vida e na outra. Por isso, todos são chamados à santidade, a sermos imagens de Jesus. O Concilio Vaticano II fez questão de deixar claro que ela não é privilégio de uns poucos eleitos de Deus, mas a vocação ordinária de todo cristão. Todos os cristãos são obrigados a buscar a santidade em seu estado de vida.
O santo é aquele que vive segundo a vontade de Deus, obedecendo às Suas leis e vivendo segundo a Igreja nos ensina. Ser santo é rejeitar a todo instante o pecado e tudo o que contraria a Deus.
Os santos não pertencem a uma classe especial de pessoas. São de todas as condições de vida, raças, cores, culturas e países. Só uma coisa é comum a todos: eles foram heroicamente bons. Souberam viver todas as virtudes, galgando pouco a pouco os graus da perfeição, com a graça de Deus.
Como dizia Santo Agostinho: “Se tantos conseguiram, eu também conseguirei.” A força da Igreja está em seus santos, que reergueram a Igreja nos momentos mais difíceis de sua história. Ainda mais do que antes, a Igreja e “de modo especial” o Brasil precisam de muitos santos.
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