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Terrorismo e 115 mil anos de cadeia
Prisão para 21 terroristas que mataram 191 pessoas em 2004
A Justiça espanhola condenou 21 dos 28 indiciados pelos atentados contra trens de Madri no dia 11 de março de 2004, que deixaram 191 mortos e mais de 1.800 feridos. Foram condenados, como mentores dos atentados, Jamal Zougam e Otman el-Gnaoui. Eles pagaram mais de 40 mil anos de prisão cada um. O espanhol e ex-mineiro José Emilio Suárez Trashorras recebeu pena de 35 mil anos de reclusão por ter facilitado o roubo dos artefatos usados nas bombas.
Embora a soma das três principais sentenças condenem os acusados a mais de 115 mil anos de reclusão, pela lei da Espanha os terroristas ficarão presos apenas por, no máximo, 40 anos.
Entre sete absolvidos pela Justiça espanhola está Rabei Osman el-Sayed Ahmed - conhecido “Mohammed, o Egípcio” -, um dos réus mais conhecidos do caso.
A sentença afirmou que a célula islâmica julgada nos últimos quatro meses e meio foi a responsável pela explosão de 10 mochilas com dinamites e pregos, traumatizando a Espanha com a maior tragédia que o país já enfrentou desde a Guerra Civil, na década de 1930.
O veredicto diz ainda que os explosivos detonados nos trens procediam da mina Conchita, nas Astúrias, norte da Espanha. Nenhuma prova indicou a participação do grupo separatista basco ETA.
O tribunal fixou indenizações de o equivalente a entre R$ 86 mil e R$ 4,2 milhões para as vítimas dos atentados. No entanto, não foram feitas menções sobre as indenizações que receberão os parentes dos 191 mortos nos ataques.
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