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Azeredo acirra o clima no PSDB
O partido não vai comprar esta crise, diz um dirigente tucano: ‘O PSDB tem de se afastar dela’
A cúpula do PSDB vai se reunir para discutir o envolvimento do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) no caso do mensalão mineiro. O esquema teria desviado dinheiro de estatais mineiras para alimentar o caixa 2 da campanha de 1998, quando Azeredo era governador de Minas e perdeu a reeleição.
“Combinamos que o partido teria uma única palavra sobre este assunto”, diz um dirigente tucano. “O PSDB não vai comprar esta crise. ao contrário, o partido tem de se afastar dela.” O dirigente admite que, em setores do PSDB, o clima é de “má vontade” com Azeredo. “Ele que se defenda e se explique.”
Na avaliação de boa parte do tucanato, o senador se calou quando a denúncia do mensalão mineiro estourou, dois anos atrás, e acabou se comprometendo para “proteger” o hoje ministro Walfrido Mares Guia (Relações Institucionais), de quem na época recebera ajuda na campanha.
“Este episódio não é mais do Azeredo nem do PSDB. Quem terá que se explicar é um ministro de Estado (Mares Guia)”, diz outro tucano, apostando que o custo maior será debitado na conta do governo Lula.
Operação para salvar ministro
O presidente Lula telefonou de Nova York para o ministro Mares Guia - citado no relatório da Polícia Federal que trata do mensalão mineiro - e pediu a ele que mantivesse a tranqüilidade. “Toca para a frente e faça seu trabalho”, disse. Por ordem de Lula, o governo começou a montar operação para salvar Mares Guia.
A estratégia inclui declarações públicas de dirigentes do PT - que reúne hoje sua Executiva - a favor do articulador político do Planalto. O fim do fogo amigo foi exigido por Lula para estancar a crise e evitar que o caso do mensalão mineiro atrapalhe a votação da emenda que estica a validade da CPMF até 2011.
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