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Basta de boca com sorrisos
Vencer argentinos virou questão de honra
Giuliano Villa Nova, giuliano.villanova@grupoestado.com.br
O Boca Juniors está entalado na garganta de Leandro. Por isso, derrotar os argentinos, amanhã, no Morumbi, e avançar às quartas-de-final da Copa Sul-Americana é uma questão de honra para o atacante do São Paulo. 'Está na hora de dar um basta nisso e vencer o Boca', afirma Leandro, destaque na vitória (2 a 1) sobre o Figueirense, sábado passado, pelo Campeonato Brasileiro.
'Eles (Boca) podem ter um time experiente e de qualidade, mas nossa hora de ganhar chegou', afirma. A bronca do atacante são-paulino começou no ano passado, quando o time de Buenos Aires conquistou a taça da Recopa Sul-Americana dentro do Morumbi, com um empate por 2 a 2 depois de ter ganhado o jogo de ida no La Bombonera por 2 a 1. 'Entramos desatentos naquele dia, sofremos dois gols de bobeira', aponta Leandro.
'Amanhã será um jogo de muita marcação e temos de ser inteligentes, saber jogar com o regulamento', observa o atacante, sobre a possibilidade de a equipe poder ganhar por apenas 1 a 0 para avançar na competição.
Como motivação extra para o duelo contra os argentinos, Leandro lembra um outro confronto internacional que marcou a história recente dos são-paulinos.
'Na Libertadores do ano passado, perdemos duas vezes para o Chivas, na primeira fase', recorda. 'Conversamos entre a gente que teríamos de reagir para acabar com aquilo e, na semifinal, conseguimos vencer o jogo no México e aqui', observa.
No sábado passado, Leandro fez jus ao apelido de Guerreiro, dado pela torcida. Apesar de ser um dos jogadores mais desgastados com a seqüência de partidas difíceis do time, atuou bem e ainda marcou um belo gol no primeiro tempo. 'Quando a gente entra em campo, não tem como atuar mais ou menos. Tem de atuar no limite o tempo todo', opina. 'Fiquei várias vezes fora do time, este ano, por outros problemas, e agora não quero sair mais.'
O atacante afirma que o time aprendeu com os erros cometidos no primeiro jogo, em Buenos Aires, e, por já conhecer bem a maneira de atuar do rival, tentará impor seu estilo de jogo em casa.
'Não estávamos em um dia feliz no toque de bola, nem na marcação. E agora não podemos sofrer gol. Temos de estar ainda mais atentos.' Para alguns, a explicação pela queda do time na Argentina é ainda mais simples. 'Provamos do nosso veneno, porque o Boca fez, em Buenos Aires, o que costumamos fazer com nossos adversários, principalmente no Morumbi: marcaram forte no meio-de-campo e não nos deixaram criar jogadas', reforça o volante Hernanes.
Os são-paulinos comemoram o fato de o Boca não poder contar com o atacante Palacio, que sofreu um corte na perna esquerda, no jogo (2 a 2) diante do Gimnasia y Esgrima, no domingo passado, pelo Campeonato Argentino.
'Ele é um atacante muito habilidoso, sabe atuar nos contra-ataques e por atuar muito aberto, quebra o sistema defensivo', descreve Hernanes.
Para o jogo de amanhã, o técnico Muricy Ramalho terá força máxima na defesa. Poderá contar com o zagueiro Breno. O lateral-direito Souza ainda se recupera de uma torção no tornozelo esquerdo, mas voltou a correr no gramado, ontem à tarde, o que aumentam suas chances de ser aproveitado diante dos argentinos.
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