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12 milhões de cartas acumuladas
Entrega de correspondências represadas por causa da paralisação nos Correios deve se normalizar até sábado
Carina Flosi, carina.flosi@grupoestado.com.br
Os paulistanos esperaram a greve dos funcionários dos Correios acabar para mandar seus objetos postais. Até sexta-feira, a empresa tinha acumulados seis milhões de cartas, telegramas e Sedex. Ontem, o número dobrou e atingiu os 12 milhões. Mas a empresa acredita que, até sábado, dia 29, o fluxo seja normalizado.
A empresa já voltou a aceitar os serviços de Sedex 10 e Sedex, os únicos suspensos durante os nove dias de paralisação.
Depois de muita negociação, que foi parar na Justiça, os empregados da estatal aceitaram a proposta que contempla reajuste de 3,74%, abono de R$ 500, aumento de R$ 60 em janeiro, vale-alimentação extra de R$ 391 em dezembro, inclusão dos pais de novos funcionários no plano de saúde e auxílio-creche para até 7 anos de idade e além da não-reposição dos dias de paralisação.
Mas, para não precisar repor os dias parados, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) terá que dar conta do recado até sábado e normalizar totalmente o fluxo de objetos postais em todo o País.
Em São Paulo, a empresa conta, ainda, com o trabalho de 810 funcionários temporários. O contrato deles vence em 15 de outubro. Dos 33 sindicatos ligados à Fentect, 19 optaram pelo fim da greve em assembléias realizadas. Para encerrar a paralisação, era necessário que pelo menos 18 dos sindicatos aceitassem a proposta. Os funcionários de São Paulo resistiram até o último momento, pois exigiram um reajuste maior do que foi conquistado.
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