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Terça-feira, 25 setembro de 2007   edições anteriores
ECONOMIA
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Pesquisa por site mostra que a maior fatia de clientes quer negócio de R$ 60 mil a R$ 120 mil

Érica Polo e Fabio Leite

Considerada a maior vitrine do mercado de imóveis da América Latina, o 2º Salão Imobiliário São Paulo (Sisp), que vai de quinta à domingo no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na Zona Norte da Capital, está na mira da classe média. Pesquisa realizada por meio do site do Sisp com 15 mil pessoas já cadastradas para o evento aponta que 28% dos visitantes procuram por imóveis na faixa entre R$ 60 mil e R$ 120 mil.

“O foco do Salão deste ano está nos imóveis entre R$ 60 mil e R$ 360 mil e diante da pesquisa a tendência é que na próxima edição do Salão o número de unidades oferecidas na faixa dos R$ 60 mil a R$ 120 mil aumente”, afirma Mauro Pincherle, membro da vice-presidência, vendas e marketing do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), um dos organizadores do evento junto com a Alcântara Machado e a Reed Exhibitions.

Este ano, serão mais de 30 mil ofertas de imóveis comerciais e residenciais, entre casas, apartamentos novos e usados e terrenos em todas as regiões da Capital e Grande São Paulo, Litoral, Interior, em outros Estados e até fora do País. A organização do evento divulga que os valores das unidades serão a partir de R$ 60 mil, mas há construtores prometendo imóveis a partir de R$ 45 mil.

Apesar de o Sisp apresentar ofertas que atendam a todos gostos e bolsos, o grosso das unidades à venda no salão está concentrado na faixa de valor entre R$ 120 mil a R$ 360 mil, segundo Pincherle. Nesta faixa de preço, 13% do público já cadastrado busca por imóveis entre R$ 120 mil e R$ 160 mil; 18% entre R$ 160 mil e R$ 220 mil; e, 16%, de R$ 220 mil a R$ 360 mil. Outros 14% disseram que estão atrás de unidades abaixo dos R$ 60 mil.

A queda das taxas de juros e o aumento das ofertas de crédito e dos prazos de financiamento são os principais incentivos às pessoas que ganham entre 4 e 5 salários mínimos para correr atrás da casa própria. Com essas facilidades, as construtoras estão se voltando cada vez mais para este perfil de comprador. “Como o mercado de classe média-alta já está bastante suprido, a tendência é que o mercado se concentre nessas camadas no futuro”, afirma o vice-presidente do Secovi-SP, João Crestana.

Outro item interessante da pesquisa indica justamente qual a forma de pagamento que o público pretende utilizar. A maior parte dos entrevistados, 63%, diz que optaria pelo financiamento bancário. As outras opções seriam consórcio (17%), seguido pela compra com os próprios recursos (14%) e o financiamento direto com a construtora (6%).

Quanto à localidade, a preferência continua sendo pelo Zona Sul da Capital (20%), enquanto o Centro registra apenas 6%. A tendência para o próximo ano é que a procura, tanto na região central como na Zona Leste (hoje em 9%), aumente (leia mais na página 15). Veja na edição de quinta-feira o caderno especial do Salão Imobiliário.


SALÃO IMOBILIÁRIO SÃO PAULO

ONDE

Pavilhão de Exposições do Anhembi, Avenida Olavo Fontoura, 1.209 (Zona Norte)

QUANDO
De quinta à sexta das 12h às 21h e de sábado a domingo das 10h às 21h

QUANTO
De graça com credenciamento antecipado no site e R$ 10 ingresso familiar no local.
O estacionamento custa R$ 20

OFERTAS
Mais de 30 mil imóveis entre R$ 45 mil e R$ 4,7 milhões

VANTAGENS
Mais de 200 empresas entre construtoras, imobiliárias, bancos e cartórios no mesmo local



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