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Do Arouche para a Barra da Tijuca
‘Toma Lá, Dá Cá’ volta com o casal Marisa Orth e Miguel Falabella, lembrando a dobradinha de sucesso de ‘Sai de Baixo’
Andrezza Capanema, andrezza.capanema@grupoestado.com.br
O casal Caco Antibes (Miguel Falabella) e Magda (Marisa Orth) está de volta. Mas pode chamá-los de Mário Jorge (Falabella) e Rita (Marisa). A dupla do extinto humorístico Sai de Baixo - melhor dizendo, seus dois intérpretes - retornam ao vídeo em Toma Lá, Dá Cá, sitcom que substitui A Diarista na programação da Globo a partir da próxima terça-feira, dia 7. O seriado escrito por Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa, mostra o cotidiano de duas divertidas famílias de classe média da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O fictício condomínio Jambalaia Ocean Drive é cenário das confusões dos casais Mário Jorge, um corretor de imóveis, e Celinha (Adriana Esteves), uma dona de casa, e Arnaldo (Diogo Vilella), um dentista, e Rita, uma corretora de imóveis.
Mário Jorge era casado com Rita, com quem teve dois filhos, Isadora (Fernanda Souza) e Tatalo (George Sauma). Arnaldo dividia o teto com Celinha - Adônis (Daniel Torres) é fruto da relação. A troca de casais aconteceu sem querer. Quando os corretores decidiram se separar, quiseram vender um apartamento que tinham comprado em frente ao seu para a família do dentista.
Ninguém imaginava que os compradores também colocariam um fim ao casamento. E que Mário Jorge se apaixonaria por Celinha, ela por ele, Arnaldo por Rita...Não bastasse a convivência próxima, os casais têm de lidar ainda com as saias-justas do condomínio em que moram cerca de quatro mil pessoas, com a síndica durona, com a rebeldia dos filhos adolescentes, com uma empregada atrapalhada e com Copélia (Arlete Sales). A perua não dá sossego ao ex-genro e ao atual marido da filha, Celinha. Ainda enlouquece a herdeira ao acompanhar a neta Isadora pela noite do Rio.
Falabella trata com bom humor as inevitáveis comparações com o Sai de Baixo. “Eu só sei fazer uma coisa, faço bem e o povo gosta. O Caco Antibes é o Mário Jorge, é tudo a mesma coisa. Vamos acabar com essa discussão, deixa o Hamlet para o Diogo”, diz o autor, antes de falar com seriedade sobre a distinção entre as atrações.
“O Sai de Baixo era maravilhoso, mas pecava em dramaturgia. Não estou falando mal, mas ele se tornou uma coisa ‘olha o Falabella, ele dá show. A Marisa, ela dá show’. Agora é diferente, a gente tenta ter histórias plausíveis, claro que com exagero, porque comédia é assim.”
Vilella também separa as linguagens: “Não vejo (Toma Lá) parecido com o Sai de Baixo. Como trabalhei no TV Pirata, vejo mais próximo dele. O programa tem uma crítica, uma ironia que o Sai de Baixo até tinha, mas mostrava mais talentos individuais. Estamos fazendo teatro dentro do estúdio, somos pioneiros nisso”.
Dona de uma carreira mais pontuada por mocinhas que personagens de comédia, Adriana entra na discussão. “Tem sido muito difícil, doloroso até porque a gente está implementando o primeiro sitcom brasileiro.” Já Marisa não perde a piada. “Seria bom se fizesse sucesso como o Sai de Baixo”, fala. “Eu não teria o menor problema com isso (risos)”, completa Falabella.
Toma Lá, Dá Cá tem direção geral de Mauro Mendonça Filho e direção de núcleo de Roberto Talma. Ele diz que assuntos sérios e do cotidiano também estarão na comédia. “A gente não está criticando nada, está constatando a m... que está aí, a crise aérea, esse Congresso canalha... Quem sabe cai a ficha, e a gente passe a eleger coisas que sirvam nas próximas eleições.”
Aposta das noites de terça-feira da Globo, o seriado teve o primeiro episódio exibido em 2005 na programação especial de fim de ano.
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