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Crivela ganha vitrine com polêmicas
Bispo da Universal propõe esterilização de mulheres, ressuscita Lei de Segurança e condena homossexualismo
O bispo da Igreja Universal do Reino de Deus Marcelo Crivella (PRB-RJ) achou seu espaço na vitrine política do Senado. Nos últimos dois meses, o senador foi notícia ao defender a liberdade de dizer que o homossexualismo é “pecado” e um “direito antinatural”.
Ele ‘ressuscitou’ a Lei de Imprensa, propondo aumento da pena de prisão para jornalistas, e apresentou mais 2 projetos polêmicos: a redução de 25 para 18 anos da idade mínima para que mulheres com filhos possam ser esterilizadas e a criminalização da compra ou posse de imagens de sexo explícito envolvendo crianças e adolescentes.
A causa mais polêmica é a esterilização das mulheres. O senador justifica a proposta com um estranho utilitarismo social: “(Com a esterilização), não nasceriam crianças expostas à fome, ao abandono, causas intimamente ligadas à violência”.
Por ser uma norma de 1967, auge do regime militar, a Lei de Imprensa teve sua extinção proposta por projeto de Jefferson Pérez (PDT-AM) aprovado no Senado e à espera de apreciação na Câmara. O projeto de Crivela aumenta em um terço a pena de prisão para jornalistas ou responsáveis pelas empresas de comunicação que propagarem informações falsas e abusos que resultem em injúria, calúnia e difamação.
Crivela protestou contra projeto de lei da Câmara que criminaliza como preconceito, na forma de delito de opinião, qualquer crítica ao homossexualismo. “O Estado não pode impor que todos cidadãos aceitem como normal um comportamento antinatural”, discursou na tribuna. Segundo o bispo, um pai não pode ser punido por ensinar aos filhos que “homossexualismo é errado”. Ele rechaça que uma lei possa “punir não só os pais, mas também um sacerdote que, do púlpito, diga que o homossexualismo é pecado”. Não houve aparte.
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