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‘Acefalia’ ataca comando do Ibama
6 dos 7 diretores do órgão decidem sair, após a pressão para liberar hidrelétricas do PAC
As mudanças feitas pelo presidente Lula no Ibama, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, devem deixar o órgão acéfalo hoje. Seis dos sete diretores decidiram sair, em solidariedade a Marcus Barros, cujo afastamento da presidência do órgão foi decidido pela ministra Marina Silva (Meio Ambiente).
Medida Provisória editada sexta-feira dividiu o Ibama em dois, com a criação do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade. Os 7 mil servidores do Ibama resolveram decretar estado de greve. Se paralisarem suas atividades, as licenças ambientais necessárias ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), já atrasadas, vão demorar mais. A confusão no Ibama aconteceu depois de seguidas pressões de Lula pela concessão das licenças para hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, duas das principais obras do PAC, que devem gerar 6.450 megawatts, e nas quais serão investidos R$ 20 bilhões.
As baixas no Ibama ocorrem numa hora em que Marina encontra dificuldades para preencher os cargos que vagaram no órgão. Para presidir o Ibama, o nome preferido da ministra é o do atual diretor da Polícia Federal, Paulo Lacerda. Mas o ministro Tarso Genro (Justiça) já deixou claro que quer mantê-lo na PF.
No Ibama, vão deixar seus cargos os diretores Luiz Felipe Kunz (Licenciamento), Márcio Freitas (Qualidade Ambiental), Rômulo Melo (Fauna e Recursos Pesqueiros), Luiz Carlos Hummel (Florestas), Paulo Oliveira (Socioambiental) e Marcelo Françozo (Ecossistemas).
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